Cultura

Bauru bem ilustrada com Luciano Dias Pires

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Luciano Dias Pires e pinturas que encomendou: Bauru é o mote

As construções antigas de Bauru têm seu charme e valor, seja histórico, cultural ou emocional. Tanto que mereceram ser eternizadas em pinturas que enchem de lembranças as paredes do memorialista Luciano Dias Pires.

Responsável pelo suplemento Bauru Ilustrado do Jornal da Cidade há 38 anos, ele possui um acervo com mais de 19 mil fotos e um conhecimento sobre a história de Bauru que é impossível calcular.

Nesse tesouro, o especialista em relíquias bauruenses garimpou 14 fotografias de pontos tradicionais do centro da cidade na primeira metade do século XX e, há 22 anos, pediu ao artista Marino Frabetti que as transformassem em pinturas. Desde então, Luciano se depara com esses quadros pelos corredores de seu apartamento, onde recebeu a reportagem do JC para contar um pouco sobre esses locais que marcaram época. “É uma recordação para saber como Bauru chegou até aqui”, justifica. Vale espiar.

Em casa

Não precisa nem perguntar: dá para perceber nos olhos, nas falas e no cuidado com as fotos que Luciano Dias Pires é apaixonado pela “Sem Limites”.  Nascido há 88 anos em Botucatu, veio para cá com dois anos, quando o pai, Francisco, jornalista e tipógrafo, foi convidado para trabalhar em Bauru. “Praticamente bauruense!”. Aqui formou família com dona Helena, nascida em Bauru, assim como os três filhos do casal e quatro dos seis netos. E paixão por Bauru? “Vem também do fato de ter sido relações públicas da Noroeste por 22 anos”. Mas isso é outra história.

Evolução

O memorialista Luciano Dias Pires lembra que Bauru (que completa 119 anos no próximo sábado, 1 de agosto) começou a crescer na rua Araújo Leite com vendinhas de alimentação e roupas. “Era uma rua tão importante que tinha duas pistas, divididas por canteiros”. A rua Batista de Carvalho e suas paralelas foram pensadas para serem residenciais. “Quando começou a construção da estação ferroviária, aconteceu justamente o contrário”. E em 1905, quando foi inaugurada a Estrada de Ferro Sorocabana, a rua Batista de Carvalho já era importante para o comércio. “Naquele tempo, quem estava na rua Araújo Leite e ia para a rua Batista de Carvalho, dizia que ia para a nova Bauru. Hoje lá é a velha Bauru!”.

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