“Unesp cheia de macacos fedidos”, “negras fedem” e “Juarez macaco”. Chocante, né!? Essas foram as frases pichadas que surgiram em dois banheiros localizados próximos ao departamento de Comunicação Social da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, conforme matéria do Jornal da Cidade neste sábado, que agiu muito bem em mostrar os escritos para que a sociedade possa ver que a situação é grave. Felizmente a maioria dos alunos e professores ficaram chocados com a situação e hipotecaram solidariedade ao professor e aos alunos negros.
O racismo no Brasil está cada vez mais deixando de ser enrustido e a começa se materializar de uma forma mais explícita. O mito da democracia racial se esvai e as centenas de casos que ocorrem diariamente é a prova absoluta de que o preconceito aqui não é somente social, conforme apregoa mmuitos que não querem enxergar. É preciso que os negros, em conjunto com os brancos não racistas, saiam às ruas em manifestações pacíficas para exigirem que os congressistas criem leis mais severas para este tipo de discriminação.
Somos todos iguais perante a lei e perante Deus, independente de cor, sexo, religião e condição social. E termino citando um trecho do discurso ‘I have a dream’ (Eu tenho um sonho), de Martin Luther King, que cita: “Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter”.
Pedro Valentim