Inês Aparecida Lopes de Oliveira, 55 anos mora no Distrito de Santo Antônio da Estiva pertencente ao município de Pirajuí. Aprendeu a fazer coxinha de mandioca com carne moída na tradicional quermesse de Santo Antônio, há mais de 40 anos. Fazia o petisco para a família e para vender em uma quitanda que mantém no local. Há pouco mais de cinco anos, a filha Heloisa Fátima de Oliveira e o genro Luiz Carlos Leite Borges resolveram apostar no salgadinho.
Atualmente, os três colocam a “mão” na massa e hoje fabricam 300 coxinhas por dia, além de outros salgados. Os produtos são vendidos de casa em casa, em estabelecimentos comerciais nas cidades de Pirajuí, Pongaí, Uru, Reginópolis e Balbinos.
As bandejas com 12 unidades são vendidas cruas, mas as encomendas para festas, em tamanho menor são comercializadas a cada 100 e podem ser entregues fritos. Com o lucro das coxinhas, Inês ampliou a cozinha, comprou moedor de carne elétrico, fogão industrial e caminha para a profissionalização.
A família aposta no sabor diferenciado. “Na massa vai mandioca cozida, margarina e farinha de trigo para dar liga. Na carne, cebola batida, tempero industrial, cebolinha, alho. Depois de modelada cuidadosamente, a coxinha ganha um banho de fubá mimoso. Diariamente, eu cozinho uma panela de pressão de sete litros de mandioca. Pode ser branca ou amarela. Essa quantidade gera 30 coxinhas de tamanho grande.”
O processo da fabricação, começa no quintal de Inês Oliveira onde a mandioca é plantada. “Quando arrancamos a raiz todos ajudam a descascar a mandioca que vai para a panela de pressão. Após o cozimento ela é escorrida e, então, passada na máquina de moer carne. Faço coxinha de frango e queijo também.”
A salgadeira ensina que para fritar a coxinha é necessário óleo quente. “Além dele estar quente é preciso que cubra o petisco. Pode ser congelada. Para descongelar é preciso tirar do congelador uma hora antes. Ela deve ficar um pouco ‘suada’ e então o melhor é dar um banho de fubá. Na geladeira dura uns cinco dias. Fora dela, 24 horas.”
Carteira de cliente
A carteira de clientes da dona Inês Oliveira tem mais de 100 nomes. A filha, Heloisa Oliveira, vende em banco, de casa em casa e em estabelecimentos comerciais que fritam e vendem por unidade. “Temos que ampliar as vendas. Nosso sonho é comprar um fogão industrial de quatro bocas e levar o produto para todo o Estado. Tem muita gente que já conhece a nossa coxinha. Eles visitam o distrito na época da quermesse e levam para São Paulo, Lins dentre outras.”
Rua Santo Antônio, 175, em Estiva
Encomendas: (14) 9 9768-5805 ou
(14) 9 9785-3666