Existem uns poucos que ainda insistem em apregoar que o Brasil não é racista. Sempre o foi, não só racista, mas hoje também um tanto homofóbico, intransigente, excludente, ainda mais nesse exato momento onde forças reacionárias avançam nas ruas e dizem promover atos pela “democracia” (que é isso?), vestindo verde e amarelo e tudo o mais, mas juntando atrasos mil em suas atitudes e também muito ódio nas ventas.
Um dos sinais mais do que evidentes desse claro retrocesso é quando alguns ficam clamando pela volta do regime militar. Bestialidades repetidas a todo instante, como no fato do sinal de continência que temos visto em alguns atletas dos Jogos Olímpicos. Na junção disso, alguns mais ousados, vendo bater um vento favorável, aproveitam e tascam o contrariamento que sentem com os diferentes deles estarem ocupando espaços antes só reservados a uns poucos, indicado pelos deuses e hoje, uma maior quantidade de pessoas. Os escritos nos banheiros da Unesp Bauru, evidentemente racistas, não merecem só o repúdio, mas o escárnio amplo, geral e irrestrito. Conheço pessoalmente o professor Juarez Xavier, meu amigo e compro a briga por e com ele.
Não fico mais perplexo com nada, pois sei onde piso e onde o país está se metendo com gente como Eduardo Cunha no comando da Câmara dos Deputados, um Judiciário cada vez mais penalizando um dos lados da questão corruptiva e isentando outro, com essas igrejas pregando abertamente o fim do estado laico e um quase clima de confronto se estabelecendo.
Ou o país todo pisa no freio já ou gente como esses anônimos bestiais de banheiro vão a cada dia mostrar mais suas garras. Depois de tudo o que passamos em duras e suadas conquistas, não podemos baixar a guarda e aceitar como normal o que está se construindo no país nesse momento. O racismo decididamente, como o retrocesso que está se construindo hoje no país é uma grande merda. Tenho dito!