Polícia

Polícia investiga se tráfico motivou o 16º homicídio deste ano em Bauru

Francisco Brunelli e Marcus Liborio
| Tempo de leitura: 2 min

Fotos: Francisco Brunelli
Assassinato ocorreu na madrugada de quinta-feira (30)

A Polícia Civil investiga se a morte de Leandro Pavanelli de Araújo Linhari, conhecido como “Vermelho”, de 26 anos, teria sido provocada por dívidas de tráfico de entorpecente. O jovem, que tem várias passagens por envolvimento com drogas, foi encontrado caído na rua, no Jardim Redentor, em Bauru, na madrugada dessa quinta-feira (30). Ele foi alvejado com dois tiros nas costas e morreu no local.

O crime desta quinta-feira contabiliza o 16.º homicídio do ano na cidade. Deste total, cinco teriam sido motivados por envolvimento com entorpecentes, o que corresponde a 31% do total de assassinatos registrados em 2015, conforme aponta o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja.

“Bauru é uma ‘ilha do tráfico’, considerando que grande parte dos roubos e furtos ocorrem por causa de droga. Diante dessa realidade, o número de homicídios (cinco) em que trabalhamos com a hipótese de terem sido praticados por dívida do tráfico é pequeno”, avalia Granja.

O crime

Conforme informou o capitão Marcelo Noronha da Polícia Militar (PM), a equipe foi acionada na quadra 4 da rua Santa Francisca de Chantal, por volta da 1h, onde teria ocorrido disparos de armas de fogo. No local, os policiais localizaram a vítima já sem vida, com ferimentos nas costas, possivelmente provocado por revólver calibre 38. “Uma testemunha contou que viu uma pessoa atirar e fugir a pé”, disse Noronha.  

A mãe da vítima chegou no local e permaneceu, inconformada, ao lado do corpo do filho, segundo a PM. Foi realizado o trabalho da Perícia Técnica e o crime segue sob apuração da DIG. Até o final da noite dessa quinta (30), ninguém havia sido preso. “Ainda não podemos informar detalhes do caso, para não atrapalhar as investigações”, limitou-se Kleber Granja.

Histórico criminal

A suspeita de que Leandro teria sido assassinado em razão de dívidas de drogas ganha força diante de seu histórico criminal. Egresso do sistema prisional em 2010, o jovem já respondeu por crime de tráfico de entorpecentes e posse ilegal de arma de fogo.

Também foi investigado por homicídio ocorrido no final de 2011 e lesão corporal de natureza grave no ano seguinte, conforme informou o delegado da DIG, Kleber Granja. Em 2013, resistiu à prisão durante abordagem da PM e até pedra atirou contra a viatura.

Usuários de drogas

A suspeita do crime ter sido motivado por dívida de drogas foi reforçada pelo comandante do 4.º Batalhão de Polícia Militar do Interior (4.º BPM-I), tenente-coronel Flávio Jun Kitazume. Ele reconhece, inclusive, que o bairro concentra muitos usuários de entorpecentes.

“Infelizmente, o tráfico ocorre em toda a cidade, mas não podemos afirmar que o Jardim Redentor é um ponto forte desse comércio, pois não teve nenhuma grande apreensão recente na área. No entanto, são locais de concentração de usuários e o homicídio de hoje (quinta-30) pode, sim, estar relacionado com dívida de drogas, até pelo histórico da vítima”, pontuou.

Polícia Científica fez perícia no local e a Polícia Civil investiga as causas do crime

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