Polícia

Justiça abriga três irmãos por suspeita de maus-tratos dos pais

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Três irmãos foram abrigados, em Bauru, devido à suspeita de que sofriam maus-tratos dentro do ambiente doméstico. As crianças, de 4 anos, 1 ano e 11 meses e oito meses, foram afastadas dos pais após o Conselho Tutelar (CT) receber uma fotografia e um vídeo em que o mais velho aparecia com os olhos roxos.

“Eram, nitidamente, sinais de agressão, embora o pai tenha tentado comparar a foto com outra que ele tinha no celular, em que o menino havia passado a mão suja de canetinha no rosto”, comenta a conselheira Cássia Tosim. O nome dos envolvidos está sendo preservado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Segundo Cássia, a família vinha sendo acompanhada há pouco mais de um ano, desde que a menina de 1 ano e 11 meses foi encaminhada para o Pronto-Atendimento Infantil (PAI) com traumatismo craniano. “Os pais disseram que ela havia caído do sofá. Na época, a filha tinha sete meses de idade”, relembra a conselheira.

A menina recebeu alta e, assim como ela, os outros dois irmãos passaram a ser acompanhados pelo CT e foram ouvidos por uma psicóloga do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas). Segundo Cássia, todos negaram que sofriam agressões dentro de casa, mas denúncias anônimas davam conta de que principalmente o primogênito vinha sendo espancado pelo pai (na verdade, padrasto, que só é pai biológico da caçula, hoje com oito meses). 

“Na semana passada, a filha do meio voltou a ser internada, desta vez por estar com pneumonia, e foi quando recebemos a foto e o vídeo do mais velho, que foi feita já há algum tempo. O juiz entendeu que a medida mais acertada era afastar todos os filhos do convívio com os pais e nossa expectativa é de que, em algum momento, as crianças tenham segurança para relatar os possíveis maus-tratos à família que os acolheu provisoriamente”, considera.

Nesta semana, a avó materna dos irmãos, moradora da Baixada Santista, veio a Bauru para que o CT e o Creas avaliem se a mulher possui condições de permanecer com as crianças. “Enquanto isso, as averiguações prosseguem para ver quais medidas poderão ser adotadas em relação a elas e aos pais”, completa. 

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