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Após paralisação de 8 horas, funcionários da Cteep em Bauru ameaçam iniciar greve

Marcus Liborio
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Ao menos 150 funcionários da Companhia de Transmissão de Energia Elétrica Paulista (Cteep) de Bauru – antiga empresa estatal que foi vendida ao Grupo ISA, da Colômbia - cruzaram os braços ontem por oito horas. Trata-se de uma paralisação de advertência, porém, se as reinvindicações não forem atendidas, eletricitários prometem greve para a semana que vem. 

A categoria pede reajuste de 8,47% referente à inflação, mais 3% de valor real no salário, manutenção dos benefícios adquiridos ao longo dos anos e que os trabalhadores registrados recentemente também sejam comtemplados.  

Presidente do Sindicato dos Eletricitários de Bauru, Francisco Wagner Monteiro, o Chicão, explica que, além do atraso de dois meses na reposição da inflação e do reajuste salarial, a empresa tem a intenção de retirar os direitos históricos dos funcionários.  “Querem reduzir os custos de participação nos lucros e resultados, excluir o benefício de função acessória, além de não quererem corrigir o vale-alimentação e, ainda, retirar a gratificação de férias”.  

“Era para ter fechado as negociações no dia 1 de junho. Já estamos em agosto e nada. Se não atenderem nossas reivindicações, que inclui também um acordo coletivo com duração de dois anos, na semana que vem decretaremos greve”, acrescentou o sindicalista.  

Em nota, a Cteep informou que a manifestação parcial de colaboradores na Regional Bauru é referente ao processo de negociação sindical em andamento, com vistas à renovação do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), data-base 2015. A empresa ressaltou ainda que o processo de negociação está em curso e que “a companhia mantém-se aberta ao diálogo”. 

 

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