Polícia

Desacordo comercial termina em disparos na Vila Giunta

Marcus Liborio com Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

Douglas Reis
Arma utilizada pelo autor dos disparos foi deixada no local e apreendida

Uma discussão por causa do conserto de um carro quase terminou em tragédia nessa terça-feira (4) de manhã em Bauru. Ao saber que um problema no motor do Passat do irmão não seria solucionado, Robson Tomaz de Medeiros Junior, 29 anos, entrou em uma oficina mecânica, na Vila Giunta, sacou um revólver calibre 38 e efetuou três disparos contra um dos proprietários do empreendimento, Edmilson Barbosa Mieli, 43 anos.

Os tiros só não atingiram ninguém porque o sócio e também irmão da vítima, Emerson Barbosa Mieli, 44 anos, interveio. Houve luta corporal e Edmilson conseguiu desarmar o agressor.

As vítimas afirmam que o dono do veículo, Bruno da Silva Medeiros, 26 anos, presenciou a ação. Ele alega que chegou depois dos disparos. Os irmãos fugiram em duas motos, mas Bruno acabou detido a duas quadras da oficina, localizada na quadra 21 da rua Bernardino de Campos, Vila Giunta.

O episódio mobilizou várias viaturas da PM e até o helicóptero Águia. Conforme a reportagem apurou no local, o carro de Bruno, um Passat com placas de Lençóis Paulista, foi deixado na oficina há duas semanas. “Ficou combinado de fazer a troca da junta de tubagem (responsável por levar ou misturar ar/combustível à entrada dos cilindros do motor)”, afirmou Emerson.

“O serviço foi realizado, porém, constatamos que a turbina do motor estava quebrada e ele (Bruno) alegou que a culpa era nossa”, acrescentou.  

Três tiros

A confusão começou depois que o dono do carro soube que o conserto não seria realizado. Robson foi avisado pelo irmão sobre o desacordo e se dirigiu até a oficina. Alterado, conforme relataram as vítimas, ele sacou o revólver e efetuou três disparos.

“Entramos em luta corporal e, no meio da briga, a arma disparou, mas os tiros acertaram o chão. Meu irmão (Emerson) conseguiu imobilizá-lo e, graças a Deus, desarmei ele, senão aconteceria uma tragédia”, contou o comerciante Edmilson, ainda muito abalado. “Foi a pior experiência da minha vida. Só pensava nos meus filhos (cinco) e em meu neto recém-nascido. Somos pessoas civilizadas e poderíamos resolver tudo na conversa”.

Bruno e o irmão fugiram em duas motos. O primeiro acabou detido minutos depois. Até o fechamento desta edição, Robson não havia sido localizado.

A arma, com numeração raspada, e duas porções de cocaína que caíram do bolso de Robson foram apreendidas. A Polícia Científica realizou perícia técnica no local e o caso, que foi registrado como disparo de arma de fogo, ameaça, drogas para consumo pessoal e perigo para a vida ou saúde de outrem, segue sob investigação.

Bruno Medeiros negou ter pedido para o irmão atirar e entrou, no boletim de ocorrência (BO), apenas como parte envolvida. Já  Robson Medeiros Junior foi enquadrado como autor dos crimes. Como este último não foi localizado e por haver versões contrárias, o delegado determinou as oitivas dos presentes e Bruno foi liberado.

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