Nesta segunda-feira (3) a Loja Maçônica Noroeste do Brasil, localizada em Avaí (39 quilômetros de Bauru), completou 100 anos de fundação.
A Loja Maçônica “nasceu” bauruense. Sua primeira sessão foi realizada em 3 de agosto de 1915, no distrito de São Sebastião de Jacutinga, que pertencia a Bauru e, hoje, fica no território do município de Avaí. Na ocasião, 18 pessoas participaram da reunião.
Naquela época, o distrito tinha forte vocação comercial, além de vários hotéis, serrarias e curtume, e a população era formada por sírios, portugueses, libaneses e espanhóis, a maioria deles alfabetizado, uma condição básica para que se tornassem maçons.
Membros da Loja Maçônica Arquitetos de Ormuzd de Bauru, fundada alguns anos antes a partir da fusão de duas lojas maçônicas da cidade (Arquitetos e Ormuzd), perceberam o potencial do distrito para a maçonaria, já que a alfabetização era rara na época.
A partir daí, foi fundada a Loja Maçônica Noroeste do Brasil. O nome foi escolhido em homenagem à estrada de ferro que alcançava seu território, partindo da gare central de Bauru.
Quatro meses depois, com a presença de comitiva do “Grande Oriente de São Paulo”, instituição maçônica mais antiga do estado, ocorreu a cerimônia de regularização da loja, que já contava com 21 obreiros. Até 1919, quando foi fundado Avaí, ela permaneceu bauruense.
História
A tradicional e centenária Loja Maçônica Noroeste do Brasil de Avaí teve forte atuação na maçonaria brasileira. Muitos de seus membros, nestes 100 anos, contribuíram com a fundação de lojas maçônicas em Duartina, Pirajuí, Garça, Cafelândia, Araçatuba, Penápolis, Piraju, Andradina, Três Lagoas e Campo Grande, Mato Grosso do Sul.
Em Bauru, os obreiros fundaram nos anos 70 a Loja Maçônica Deus, Pátria e Família e, em 1988, a Loja Acácia Bauruense, consideradas fortes colunas da maçonaria bauruense.
Durante os 100 anos de história, a Noroeste do Brasil sempre esteve presente em ações filantrópicas e benfeitorias em Avaí, atuando em campanhas visando à arrecadação de fundos para a Santa Casa e o Hospital Lauro de Souza Lima (antigo Leprosário Aimorés). Hoje, a Loja Maçônica é presidida pelo mestre Wanderlei Guilherme.