Inaugurada em 1970, a Estação de Tratamento de Água (ETA) foi reformada pela última vez no ano 2000. Hoje, o local apresenta graves problemas estruturais e precisa ser recuperado e modernizado. As intervenções devem custar R$ 24 milhões e não há prazo para que sejam executadas. O Departamento de Água e Esgoto (DAE), por sua vez, tenta contratar a elaboração do projeto executivo da obra, etapa considerada prioritária pelo Plano Diretor de Águas (PDA) do município.
Foi aberta nessa quar a licitação para a escolha da empresa que prestará o serviço, cujo preço é estimado em R$ 1,5 milhão. A sessão de abertura dos envelopes com as propostas técnicas e financeiras das interessadas no projeto acontecerá no dia 10 de setembro. Depois disso, a vencedora terá prazo de 12 meses para entregar o estudo.
Diretor da Divisão de Produção e Reservação, Heber Soares Vieira pontua que, apesar das dificuldades financeiras que o DAE enfrenta, a contratação imediata do projeto é essencial, já que as intervenções vão corrigir falhar que acarretam na perda de água tratada do Rio Batalha e na redução da eficiência da estação.
“Os problemas estruturais são sérios. Existem fissuras nos tanques e as comportas não estão vedadas de forma adequada, por conta da ação do tempo. A gente perde um volume grande de água lá por esse motivo”, pontua.
O projeto também apontará as ações necessárias para a modernização da ETA. Hoje, os filtros são lavados diariamente. A ideia é que, após a execução das melhorias, essa frequência caia significativamente, o que também implicará em menor “desperdício” de água”.
A capacidade de produção da estação, porém, será a mesma após a reforma: 550 litros por segundo.
TÉCNICA
Na proposta técnica que deverá ser entregue pelas empresas interessadas, as concorrentes deverão demonstrar conhecimento, indicar soluções e explicitar a metodologia adotada para elaboração dos serviços que serão executados. Vão ser avaliados e pontuados critérios como conhecimento da qualidade da água bruta do rio Batalha, problemas operacionais da ETA, plano de trabalho e qualificação técnica da equipe de trabalho.
Nos relatórios da empresa vencedora, deverão constar a revisão dos estudos e projetos existentes sobre a estação e do sistema de tratamento dos resíduos; ensaios hidrodinâmicos e estudo de tratabilidade; avaliação do estado de conservação das estruturas e instalações elétricas existentes; concepção da reforma das unidades de tratamento e implantação do sistema de tratamento dos resíduos; projetos executivos estrutural, elétrico e de automação e cronograma de execução.
Entre as obras previstas na ETA, que ainda não são objeto desta licitação, estão a construção de nova câmara de chegada de água bruta, reforma das câmaras de floculação existentes, construção de uma câmara adicional de floculação, novos equipamentos de agitação para floculadores e novas unidades de mistura rápida e divisão de vazão.
Ficam para depois
O projeto de reforma da Estação de Tratamento de Água (ETA) será o único a ser contratado em 2015 dentre os três considerados prioritários, de acordo com o Plano Diretor de Águas, para que o DAE resolva problemas crônicos do abastecimento de Bauru. “Esse era o que estava mais adiantado e também o mais barato”, justifica Heber Soares Vieira, diretor da Divisão de Produção e Reservação.
Os dois que, por ora, não sairão do papel são o de setorização da rede (com custo do projeto estimado em R$ 6 milhões e de execução em R$ 200 milhões) e de captação complementar em outro ponto do Rio Batalha (com custo do projeto estimado em R$ 2,2 milhões).
Ambos são de extrema importância. Contudo, o DAE passa por profunda crise financeira, que já levou a autarquia a atrasar o pagamento de fornecedores e até da cota patronal da previdência dos servidores municipais referente ao mês de julho para garantir os salários de seus funcionários.
A expectativa de melhora nas finanças do departamento está no reajuste de 35% na tarifa de água, que entrou em vigência no mês de agosto. Mesmo com o índice de aumento quatro vezes maior que o da inflação, não será viabilizada a maior parte dos R$ 17 milhões em investimentos previstos para 2015. Para isso, a correção da conta deveria ser de 57%.