Bairros

Viaduto: o que mudou?

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 4 min

Até há pouco tempo inacabado e sem serventia, o Viaduto Falcão/Bela Vista foi finalmente liberado ao tráfego de veículos e pedestres no dia 1 de agosto, quando a cidade completou 119 anos. Passada uma semana da entrega, o que de fato mudou para a população?

O JC ouviu vizinhos do elevado, em suas duas “pontas” – na Vila Falcão e na Avenida Nuno de Assis, próximo ao Fórum - para saber o que pode ser detectado de novo nestes primeiros dias. A inauguração oficial ainda não tem data definida, mas deve ocorrer no final do mês.

Com o dispositivo liberado, os motoristas já podem sair da Praça Espanha, no começo da Vila Falcão, e chegar à avenida Nuno de Assis em um tempo aproximado de um minuto e quarenta segundos, dentro da velocidade máxima determinada para o viaduto, que é de 50 km/h. Por ora, o elevado seguirá operando apenas neste sentido, mas futuramente cada faixa terá uma mão de direção, possibilitando o fluxo no sentido Nuno de Assis-Falcão.

Para tanto, Emdurb e Secretaria de Obras discutem como  adequar o trânsito não apenas na Praça Espanha, que já contava com tráfego pesado antes mesmo da liberação do viaduto, mas do próprio sistema viário da Nuno de Assis. Como a avenida recebe obras de implantação dos interceptores de esgoto, a transformação do viaduto em mão dupla não acontecerá de imediato. E mesmo com a Nuno de Assis liberada, após as obras, será preciso ajustar como será o acesso ao viaduto, que na verdade foi projetado para ter duas alças, porém apenas uma foi construída, após 22 anos.

A alternativa apontada pela Secretaria de Obras é a construção de uma ponte sobre o rio Bauru, perto do Viaduto JK, permitindo que quem venha na Nuno de Assis no sentido Rodoviária-Fórum possa transpor o rio e ir para a outra pista da avenida, já bem perto do novo viaduto. A construção desta passagem deve demorar 45 dias, a partir do fim da licitação (que ainda será aberta), e os recursos viriam de sobras do repasse federal para o viaduto – cerca de R$ 350 mil, que dependem de aprovação da Caixa Econômica Federal para ter essa destinação. Para chegar ao valor total da ponte, que é estimada em R$ 700 mil, a prefeitura espera também o reembolso de R$ 314 mil que foram gastos na obra do viaduto em 2014, e ainda não foram pagos pela União. A ponte será de estrutura mista (metálica e concreto), com 13 metros de comprimento e 12 metros de largura, incluindo calçadas, e servirá também de retorno para quem vem do novo viaduto e quer ir para a região do Fórum ou entrar no Viaduto JK, informa o secretário municipal de Obras, Sidnei Rodrigues.

Aprovado
Apenas o viaduto possui 754 metros de extensão, sendo agora o maior de Bauru – antes, o primeiro em extensão era o Antônio Eufrásio de Toledo, que liga a continuação da avenida Duque de Caxias às vilas Falcão e Independência, com 300 metros. Se computados ainda os 400 metros de aterro até a Praça Espanha e outros 60 metros para descer até a Nuno de Assis, o percurso total do novo viaduto tem quase 1.220 metros.

Apesar dos problemas na Praça Espanha (leia mais abaixo), o viaduto em si agradou a maioria das pessoas ouvidas pela reportagem. Vizinhos, motoristas e pedestres destacam, acima de tudo, a praticidade em sair de bairros como Falcão, Vila Souto e Independência, e chegar com rapidez a parte baixa do Centro da cidade, ao começo do Jardim Bela Vista e ao Terminal Rodoviário, entre outros.

A dona de casa Luciane Aparecida Pereira, 35 anos, mora na Vila Falcão, acredita que o viaduto já teve um efeito positivo. “Eu não tenho carro, não dirijo, mas para quem tem carro acredito que vai ser bom, vai cortar um bom caminho para chegar na Nuno de Assis”, aponta.

Para o taxista João Pereira, 60 anos, que tem seu ponto na Praça Espanha, o Viaduto Falcão-Bela Vista foi bastante útil. “Já passei algumas vezes desde que foi liberado, e realmente economiza tempo para chegar na Nuno de Assis. O único detalhe é que em horários de pico o pessoal está com dificuldade para atravessar a rotatória e chegar ao acesso do viaduto, então nesses horários às vezes acaba compensando fazer o caminho pelo Centro mesmo”, reflete.

Malavolta Jr.
Uma semana após ser liberado ao tráfego, Viaduto Falcão/Bela Vista exige intervenções da Emdurb

 

 

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