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Mesa redonda discute racismo após 2 casos

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

O anfiteatro Adriana J. Ferreira Chaves, na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Bauru, ficou lotado durante uma mesa redonda que discutiu os últimos atos de racismo na instituição. Na última terça-feira (18), professores e alunos debateram a questão histórica do racismo para entender o que está acontecendo tanto na universidade quanto na sociedade em si.

De acordo com Sthefanie Baddini, estudante de psicologia e uma das colaboradoras da 17.ª edição da Jornada Multidisciplinar sobre Diversidade, Acessibilidade e Direitos: Diálogos com a Comunicação, que começou na terça e termina hoje, a mesa redonda sobre Diversidade, Desigualdade, Direitos Humanos e Relações Étnico-Raciais foi uma das primeiras do evento.

Além disso, a iniciativa do Observatório de Educação em Direitos Humanos (OEDH), da Faculdade de Arquitetura, Artes e Comunicação (Faac) e do Departamento de Ciências Humanas da Unesp contou com a presença do professor Juarez de Paula Xavier, que também foi vítima das ofensas inscritas em um dos banheiros da instituição.

Conforme o JC noticiou, em apenas 11 dias, a Unesp apresentou duas manifestações racistas escancaradas, inclusive, no mesmo local. O banheiro próximo ao Departamento de Comunicação Social da Faac foi palco dos crimes tanto no último dia 24 quanto na semana passada, sendo que a ocorrência mais recente continha desenhos da suástica nazista em cima de cartazes de repúdio ao ato anterior de racismo.

Sindicância

No último dia 27, a direção da Faac iniciou o processo de averiguação dos fatos e, posteriormente, incluiu o ato mais recente no mesmo documento. Em nota oficial, a Unesp já havia afirmado que as investigações caberão à Comissão de Apuração, que terá até 27 de agosto para averiguar as situações, mas poderá prorrogar o prazo por mais 30 dias.

Esta comissão levantará informações, tentará obter nomes, datas e horários que possam resultar em provas substanciais de comprovação de responsabilidades da infração ao Regimento Geral da Unesp, fato que poderá levar às sanções previstas no artigo 162, que vão desde a advertência verbal até o desligamento.

 

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