Ao menos 20 pessoas morreram e seis ficaram feridas na noite desta quinta-feira (13), após ataques nas cidades de Osasco e Barueri. Em menos de duas horas, a Polícia Militar registrou assassinatos em oito endereços diferentes em Osasco e outros dois na cidade de Barueri. A polícia está investigando o caso, e trabalha com a hipótese de os ataques terem relação entre si.
Três pessoas morreram em Barueri e 17 em Osasco. O primeiro ataque registrado pela polícia aconteceu às 20h49 em um bar da rua Rua Antonio Benedito Ferreira, no bairro Jardim Munhoz Junior, em Osasco. Dez pessoas foram baleadas, e quatro morreram no local. Após serem levadas a hospitais da região, nenhuma das outras seis vítimas resistiu.
Na sequência, outros sete ataques na cidade resultaram em sete mortes e seis feridos. Os casos de Osasco foram registrados nos bairros de Jardim Dávila, Jardim Munhoz Júnior, Rochdale, Jardim Helena Maria e Vila Menk. Todos os bairros ficam na zona norte da cidade. Na Vila Menk, duas mulheres ficaram feriadas na Rua Suzano e estão internadas. Outro ataque no mesmo bairro feriu quatro pessoas, sendo que uma morreu.
Em Barueri, duas pessoas morreram às 23h16 no Parque dos Camargos, após um ataque na Rua Irene. Outra pessoa morreu às 22h16 na Rua Carlos Lacerda, no bairro de Engenho Novo.
Ainda não há informações da polícia sobre o que poderia ter motivado os ataques. A polícia também não divulgou os nomes das vítimas. A investigação é feita pelo Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa, e concentrada no 10º DP (Jardim Baronesa) de Osasco. "Ainda não é possível dizer que foram orquestrados, mas (os ataques) foram sequenciais e quase que simultâneos", disse o sargento Monteiro, do Centro de Operações da Polícia Militar em Osasco.
Bandidos perguntavam por histórico criminal, diz prefeito de Osasco
O prefeito de Osasco Jorge Lapas (PT) disse que é necessário um esforço conjunto entre administrações municipais e a Polícia Civil para as investigações sobre a série de ataques. "Nós queremos fazer um trabalho conjunto com a Polícia Civil, é hora de nos unirmos para esclarecer logo essa situação", disse em entrevista à Rádio Estadão.
Segundo o prefeito, vídeos feitos por câmeras de segurança e relatos de testemunhas apontam que os assassinos conversaram com as vítimas antes de atirar e perguntavam pelo histórico criminal. "Nós já vimos alguns vídeos de ontem (quinta), as pessoas que promoveram essas chacinas perguntaram quem tinha passagem pela polícia e isso definia o assassinato. Isso já é um indicativo para as investigações", disse Jorge Lapas.
O prefeito de Osasco disse que o efetivo de policiais militares é insuficiente para a cidade, e que pedidos para aumento de número de policiais na região foram feitos ao governo estadual. "Temos dificuldade com o efetivo da Polícia Militar, é pequeno para o tamanho da região. Os policiais militares, em geral, prestam bons serviços, mas estão em número insuficiente" disse Lapas.
Até as 9h, alguns cadáveres ainda estavam nas ruas de Osasco esperando liberação da perícia criminal para serem retirados. Segundo a prefeitura, sete corpos foram recolhidos na noite de
Ontem.
O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), informou, na manhã desta sexta-feira (14), que cancelou todos os compromissos do dia e vai conversar com o secretário estadual de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, sobre o caso.