| Cosmo Roncon Junior |
![]() |
| Mercado de Peixe: Ricardo Polettini (guitarra e viola), Juninho Madureira (vocal), Emerson Gomes Vanderlei (percussão, efeitos, Paulo Pires (bateria), Fabiano Alcântara (baixo), Fernando TRZ (synths, piano elétrico e direção musical): abaixo, a capa do CD |
Músicas dançantes e mistura de estilos, vinhetas e paisagens sonoras, luzes para criar um clima e teatralizar o show: é o que prepara para o público a banda Mercado de Peixe no lançamento do CD “Água da Faca”, neste sábado (15), às 21h, no Teatro Municipal de Bauru. Nesse domingo (16), é a vez de Piratininga, às 16h, na Praça do Turista. Os dois shows têm entrada franca.
No repertório, 13 canções do novo disco, algumas delas, tocadas pela primeira vez ao vivo, trazendo muita percussão e synth, na intersecção entre a matriz africana e a música eletrônica. “Será um show bem teatral; terá a luz do André Bazan, um amigo e iluminador muito massa. Ele vai dar um peso pra ambientação e pra teatralização do conceito do Água da Faca, que é o caipira viajando pelo mundo, fazendo a conexão com a América Latina, África, Oriente e com a cultura indígena”, antecipa o músico Fernando TRZ. “Esperamos que seja uma oportunidade de rever amigos”.
Arte no CD e na capa
No dia 1 de agosto, “Água da Faca” foi lançado apenas digitalmente e está lá na internet para ser baixado de graça, o que, para os músicos, não compromete o trabalho deles. “Muita gente que ouve e baixa o álbum quer ter o disco físico, ler a ficha-técnica, ver a arte, o encarte, colecionar. Hoje em dia ter o disco para baixar na internet pra quem é artista independente é quase que uma obrigação. Mesmo tendo ele grátis, as pessoas compram. Esse é modelo que o Radiohead meio que determinou”, justifica o baixista Fabiano Alcântara.
Aliás, é disco para ter e curtir, também visualmente. A capa, o projeto gráfico e o novo site (https://www.mercadodepeixe.art.br) são criações da EME Design, escritório de design de Emerson Gomes (percussão e efeitos). A técnica utilizada foi a colagem, com referência básica do artista britânico Richard Hamilton e o nascimento da pop art.
“Esse conceito foi traduzido para o que queríamos expressar: cultura híbrida da América latina e acontecimentos fantásticos que podem ocorrer aqui”, explica.
As músicas que inspiraram a arte foram “Trilogia Incaipira” e” Nós é Índio”. Foram acrescentados elementos de fácil identificação, como “O Caipira Picando Fumo” de Almeida Júnior misturado com “As Banhistas” de Renoir. Machu Picchu ao centro como se fosse o morro do Corcovado e o lago Titicaca como um mar no meio da floresta, na qual índios apresentam o álbum, chegam da mata, dançam e fazem churrasco dos brancos colonizadores, emoldurados pela “Primeira Missa no Brasil” de Victor Meireles com as folhagens do pintor francês Henri Rousseau ao fundo.
“Mas o grande barato é que a pessoa fique olhando os detalhes e reconhecendo essas e outras informações: viajando na arte da capa”, conclui.
Gravado em São Paulo, Bauru e São Carlos, o trabalho foi realizado com o apoio do Governo do Estado de São Paulo, pelo Programa de Ação Cultural 2014 (Proac), da Secretaria de Estado da Cultura.
Serviço
Mercado de Peixe lança o CD “Água da Faca”, a partir das 21h, no Teatro Municipal de Bauru. A entrada é gratuita, mas os convites devem ser retirados com uma hora de antecedência no local. O CD será vendido a R$ 20,00.
