Cultura

Artista plástica Heloísa Holl vai da tela para os muros

Aline Mendes
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Heloisa Holl pinta mandala em loja de Bauru: “É um arte que vem de dentro, o detalhe surge na hora. Neste momento, tenho me inspirado em folhas e rendas”, conta a artista plástica ao JC

“Multi expressionista ou fazemos com o que temos”: assim a artista plástica Heloisa Holl define seu estilo, que usa diversos materiais, suportes e linguagens para levar beleza e arte a casas, pontos comerciais e espaços urbanos, seja em painéis, paredes ou muros. “Se a parede está suja ou com algum defeito, não fico maquiando; é um filosofia de vida usar o que tenho em mãos e fica bonito”, partilha a artista.

Nos últimos quatro anos Heloisa viveu em Bauru e, há alguns meses, se mudou para São Roque, mas aqui mantém laços familiares, amizades e admiradores do seu trabalho, tanto que esta semana esteve aqui para pintar uma mandala em uma oficina de costura e brechó de luxo.

Natural da capital paulista, acompanhou em 2011 a megaexposição “As Palavras e o Mundo”, que percorreu várias unidades do Sesc no Estado e, assim conheceu Bauru. 

“Foi amor à primeira vista: é uma cidade quase plana – e adoro andar de bicicleta, relativamente bem urbanizada, tem o céu de um azul belíssimo, qualidade de vida...”, relembra.

Este ano, Heloisa concluiu um curso de pós-graduação em arteterapia no Instituto Bauruense de Psicodrama (IBAP). “Após essa conquista, resolvi voltar para ficar mais perto dos meus filhos, mãe, irmã, sobrinhas, comunidade UlaBiná...”. E o trabalho artístico não para. “Estou articulando com  polos locais de cultura e preparada para continuar desenvolvendo projetos de arte, educação e agora também arteterapia”.

Arte e paz

 

Em Bauru, Heloisa realizou obras como o projeto de ocupação artística do hall de entrada do Sesc. Este trabalho, assim como outros da artista, faz referência a elementos naturais por meio de uma abordagem holística.

Outra obra na cidade fica na esquina da rua 13 de Maio com a travessa Boa Sorte: a pintura mural “Cores do Cerrado”. Ela faz parte do projeto “Poéticas Urbanas”, do Sesc Bauru, que explorou a estética das ruas através de linguagens das artes visuais. 

Em comum, suas obras falam de paz ou trazem paz, simplesmente ao entrar em contato com elas. “Acredito que qualquer arte é expressão e expressar-se faz muito bem à alma... Acredito na evolução coletiva da humanidade e que somente através da cultura chegaremos à paz. Assim, vivo e entendo que ‘onde há paz há cultura, onde há cultura há paz’”, conclui Heloisa.

 

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