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Gordura saturada e doença cardíaca
Uma nova revisão sugere que as gorduras saturadas, como aquelas encontradas em muitos laticínios e carnes, podem não ser grandes contribuintes de doença cardíaca ou morte precoce como muitos pensavam. No entanto, os pesquisadores canadenses que realizaram a revisão acharam uma relação clara entre os problemas cardíacos e a gorduras trans, as quais são encontradas em alimentos processados como biscoitos, margarinas e assados. Os autores da pesquisa dizem que os guias atuais dietéticos defendem limitar o consume de gordura saturada e menos de 10% do consume calórico total e, limitar o consumo de gorduras trans em menos de 1% da dieta.

41 estudos
O time que analisou as gorduras saturadas envolveu 41 estudos conduzidos nos Estados Unidos, Grã-Bretanha, Japão, Suécia, Finlândia, Dinamarca, Canadá, China, Grécia e Austrália. Uma investigação internacional separada também foi incluída na revisão. Eles analisaram a gordura trans em 20 estudos conduzidos nos Estados Unidos, Finlândia, China e Holanda. No final, o time descobriu nenhuma evidência clara ressaltando uma associação entre altas quantidades de gordura saturada e um maior risco de morte por qualquer causa. Similarmente, nenhuma relação foi encontrada entre a gordura saturada e o maior risco de derrame, diabetes tipo 2, e/ou doença cardíaca.

Preocupação definitiva
Enquanto não for encontrada uma associação clara entre o consumo de gordura trans e um maior risco de derrame ou diabetes, ela continua relacionada com um percentual de 21% no risco de desenvolvimento de doença cardíaca. A gordura trans permanece uma preocupação definitiva. Já a gordura saturada mais estudos precisam ser feitos. Isso porque algumas gorduras saturadas não são deletérias e possivelmente até benéficas. No entanto, você não pode separar os tipos saudáveis de gorduras saturadas daquelas que não são saudáveis, pois elas vêm atreladas nos alimentos.

A melhor forma de proteger o cérebro
Pesquisas mostram que um pouco de exercício é bom para o cérebro em envelhecimento. Os estudos mais recentes, no entanto, estão adicionando alguns detalhes a essa mensagem: enquanto o exercício parece funcionar melhor antes que a memória falhe, também beneficia pessoas que já estão com demência. E parece ajudar não somente o Alzheimer, mas também a demência vascular, uma espécie de perda de memória causada por derrames silenciosos no cérebro.

Fluxo sanguíneo
Os estudos recentes relatam que os exercícios diminuíram as proteínas tóxicas e aumentaram o fluxo sanguíneo no cérebro de pessoas com mudanças de memória precoces que as colocavam em risco para demência. Quatro meses de exercício intenso melhoram os sintomas como a ansiedade, irritabilidade e depressão em pessoas com Alzheimer, apesar de não ajudar com as memórias. Mas 6 meses de exercícios melhoraram a memória e o pensamento em pessoas diagnosticadas com demência vascular.

Sedentarismo
Pessoas sedentárias apresentam uma diminuição das sinapses e um encolhimento cerebral, enquanto os praticantes de exercícios físicos têm cérebros com mais conexões. Além disso, eles têm mais matéria branca, uma espécie de tecido que parece agir como uma rede elétrica, mantendo todas as partes do cérebro em comunicação com as outras. E os cérebros dessas pessoas não parecem estar encolhendo, ou perdendo volume, com o tempo.

Comprometimento
Apesar dos resultados promissores os estudos também mostram que precisa de um grande comprometimento para ter essa proteção. Pelo menos 3 horas, ou 180 minutos, de exercício físico vigoroso toda semana. Isso significa mais do que 150 minutos na semana, o que os guias governamentais preconizam. A atividade física vigorosa é qualquer tipo de exercício que faz você suar e cansar. E precisa que as pessoas atinjam uma frequência cardíaca de 70% a 80% da sua frequência máxima relacionada à idade. Para pessoas acima de 65 anos, isso significa algo em torno de 109-124 batimentos por minuto; algo não muito fácil de atingir.

Muita alegria, pouca diversão
São muitos os manuais para a educação dos filhos e os livros que alertam para a influência dos pais sobre suas crianças, mas poucas obras se dedicam a pensar quais são os efeitos das crianças na vida dos adultos. A premiada jornalista norte-americana Jennifer Senior faz essa reflexão de maneira brilhante em Muita alegria, pouca diversão, que mescla uma pesquisa aprofundada a partir de fontes como História, Sociologia, Economia, Psicologia, Filosofia e Antropologia a relatos de famílias comuns.

Realidade retratada
Examinando as expectativas, pressões e angústias que recaem sobre quem tem filhos atualmente, a autora desmistifica o imaginário romântico da maternidade e da paternidade a partir de flagrantes dos momentos mais difíceis e também das melhores recompensas da vida com filhos, com um texto honesto e agradável.

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