Política

PSC quer um nome viável por cidade

Luciana La Fortezza
| Tempo de leitura: 3 min

Com a meta de viabilizar ao menos um candidato capaz de obter uma vaga no Legislativo em cada uma das 40 cidades da região de Bauru, o PSC se reuniu ontem, em Agudos (a 13 quilômetros de Bauru). Aproximadamente 200 pessoas estiveram no encontro, realizado no Hotel Estância Bonanza, discutindo as eleições de 2016. Entre eles, o deputado federal Gilberto Nascimento, presidente estadual da sigla, que veio de São Paulo (leia mais no texto abaixo).

“Nós fomos buscar esses nomes em 40 cidades da região. Estamos falando de Bauru até Lins, até Ourinhos, até Jaú, até Botucatu. Em todos os municípios desse entorno estamos buscando ao menos um candidato forte com condições de chegar lá. Temos pessoas que já estavam eleitas em outros partidos, outras que foram bem votadas nas eleições passadas e ainda as que têm procurado o PSC por entender que é uma legenda mais favorável para as eleições, por ser um partido mais ‘light’ em quantidade de votos”, explica o deputado estadual Celso Nascimento.

Responsável por fortalecer o partido na região, ele admite uma campanha de filiações para que a legenda disponha de um contingente forte para o próximo pleito. “O PSC hoje é a bola da vez. É uma via que está se fortalecendo não apenas em Bauru”, garante. Para o deputado estadual, o fato de ter sido eleito ajudou neste processo. Ele também confirma a importância da base evangélica, mas destaca que o partido está além dela.

“O PSC representa a família, independentemente de ser evangélico, católico ou espírita”, destaca. O encontro regional do partido, inclusive, atraiu pessoas e políticos de outros credos e legendas. Entre eles, o vereador Raul Gonçalves Paula (PV), que pretende suceder o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB), em Bauru.

Majoritária

“Neste momento, não temos gente que possa se colocar na condição de vice ou na condição de majoritário. Mas hoje o partido pode agregar tendo um deputado estadual, tendo uma base muito boa dentro da cidade. É um partido agradável para se compor”, afirma Celso Nascimento.

Ele tem conversado com pretensos candidatos, entre eles a vereadora de Bauru, Telma Gobbi (PMDB), que não compareceu ao encontro de ontem. Caso ela aceite o convite e migre para o PSC, discutirão uma composição para a disputa majoritária em Bauru.

A possibilidade de, eventualmente, Telma e Raul saírem juntos em chapa majoritária foi aventada não só por Celso, como também pelo verde.

“Temos as mesmas ideias para Bauru. O que estamos fazendo é sentando à mesa com a possibilidade de coligarmos, no mínimo, na proporcional”, finaliza o médico. Tanto ele, quanto Telma e o próprio PSC têm também discutido as próximas eleições com outras siglas.


Deputado federal Gilberto Nascimento adota mensagem de esperança

Num momento em que a população associa o político a aspectos negativos, o deputado federal Gilberto Nascimento, presidente do diretório estadual do PSC, tem percorrido o País com mensagens de esperança, garante.

“Hoje, as pessoas estão sem expectativa. Nós, principalmente os cristãos, levamos mensagem de família, de vida, de dias melhores. O Brasil é maior do que a crise. São 200 milhões de brasileiros, em um País que tem tudo para dar certo, para produzir”, afirma.

De acordo com ele, o PSC não é um partido de religião, mas uma sigla política que tem em seus quadros pessoas interessadas em pregar o amor, a vida, a reconstrução de uma sociedade mais justa e humana.

“E o evangélico não segrega, não exclui, não discrimina. Somos tolerantes, até porque seguimos o exemplo de Jesus”, diz.

Em uma linha semelhante, Celso Nascimento acrescenta ainda que o atual momento político exige unidade e que a possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) seria muito prejudicial ao País.

Com relação ao presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), defende que ele tenha oportunidade de provar sua inocência. “Se não for (inocente), que saia rapidamente”, conclui.

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