Tive o privilégio de conhecer o senhor Sebastião no saudoso Escritório Baurulex, no ano de 1976, que ficava na Antonio Alves ao lado da antiga Floricultura Jóia,quase esquina com a Primeiro de Agosto.
Lembro-me até hoje quando fui fazer um teste lá. Era a segunda tentativa. Fui chamado e não me saí bem no teste, ao que ele perguntou se estava trabalhando ou estudando e diante de minha negativa, falou-me que não tinha me saído bem, mas me daria uma chance.
Trabalhei lá de 1976 a1978. Começei como Impressor de diário e depois fui promovido a guarda livros. Esta função não existe mais. Depois, o escritório mudou-se para a Praça Dom Pedro II, atrás do Correio, e lá se foram dois bons anos trabalhados.
Guardo com saudade até hoje as festas realizadas nos finais de ano, a camaradagem, a amizade reinante no ambiente de trabalho, a troca de presentes do amigo secreto... Quando casei-me, ele foi meu padrinho de casamento.
Em 1978, quando saí da firma e conversei a respeito num sábado de manhã, tenho na memória até hoje. Tínhamos acabado de realizar mais uma festa de confraternização na sexta anterior. Falou-me que sua intenção era promover-me a chefe do setor de guarda-livros, o que muito me honrou. E disse isso não pensando em reter-me lá, mas sim que já tivera esta intenção.Fui trabalhar com vendas, mas nunca deixei de passar lá sempre para um bate papo ou cafezinho e continuei ainda a ser convidado para as festas de final de ano. A última de que participei foi em uma chácara em Avaré, onde passamos um dia delicioso,com amizade e camaradagem, incluindo, além de mim, outros ex-funcionários, que como eu não se desligaram do antigo patrão e amigo.
Depois, com as voltas que a vida dá, não houve oportunidade de mantermos a mesma frequência de visitas e muitos anos depois fui visitá-lo já na Ezequiel Ramos e tive a chance de dizer-lhe que lá foi o melhor lugar em que trabalhei.
Quando de seu passamento, no ano passado, fiquei sabendo dias depois. Por força de circunstâncias alheias à minha vontade, não pude participar da missa de um ano realizada sábado (25/7). Sendo assim, aqui presto na tribuna minha sincera homenagem ao senhor Sebastião de Castilho Cordeiro e à toda família Baurulex, pois lá nos sentíamos assim, “em família”.
Fernando Lopes