| Reprodução Quioshi Goto / Álbum de família |
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| Viviane Antunes levou cerca de dez facadas nas regiões das costas e cabeça; corpo foi encontrado na manhã de anteontem |
Ontem, a Polícia Civil identificou a mulher encontrada morta a facadas em uma estrada de terra na região do Instituto de Pesquisas Meteorológicas de Bauru (IPMet). De acordo com familiares, Viviane Toledo Pires Antunes, de 41 anos, estava desaparecida desde o final da noite de sexta-feira. Até o fechamento desta edição, o autor do crime não havia sido identificado.
Conforme divulgado ontem pelo JC, o corpo dela foi encontrado no sábado à tarde, próximo à cerca de uma propriedade particular, às margens da estrada municipal José Sandrin, no bairro Chácara Bauruense. A vítima tinha cerca de dez perfurações causadas por faca nas regiões das costas e cabeça e lesões características de defesa nas mãos e antebraço.
A mulher não portava documentos e, para tentar identificá-la, a Polícia Civil coletou suas digitais. O delegado titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, também requisitou pesquisa de material biológico sob as unhas dela para tentar chegar ao autor do crime e perícia para constatar se ela foi vítima de abuso sexual.
Como Viviane não retornou para o imóvel onde morava com a mãe e os quatro filhos, no núcleo Leão XIII, ontem, familiares dela decidiram procurar a Central de Polícia Judiciária (CPJ) para comunicar seu desaparecimento. Antes, porém, souberam da localização do corpo de uma mulher através da matéria do JC.
De acordo com o irmão dela, Claudinei Luiz Antonucci, de 32 anos, que mora em Jaboticabal, a esposa do seu irmão foi até o Instituto Médico Legal (IML), onde reconheceu o corpo de Viviane. Inconformado, ele cobrava Justiça. “O ser humano tem que morrer na hora certa, mas não dessa maneira”, desabafou.
Claudinei conta que sua irmã tinha marcas de tortura no corpo, como queimaduras de cigarro na região do peito, além de indícios de violência sexual. “Foi muita crueldade. Ela não merecia isso”, disse. Segundo ele, Viviane era casada e deixou quatro filhos, entre eles uma menina com cerca de 2 anos de idade.
Investigações
O caso, tratado como homicídio, está sendo investigado pela DIG. Até o fechamento desta edição, nenhum suspeito havia sido identificado. No sábado, o delegado Kleber Granja declarou que assassinatos de mulheres são sempre mais preocupantes e demandam rigor nas investigações. “Morte de mulher é sempre covarde, ainda mais pelas costas. O empenho da Polícia Civil vai ser o máximo possível”, afirmou.
