| Caio Casagrande/Bauru Basket |
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| A partir da esq., o ala Alex Garcia, o técnico Guerrinha, Enyo Dauro Lepos Correia (vice-pres. FPB), Alberto García (sec. geral FIBA), João Fernando Rossi (vice-presidente LNB) e o pivô Rafael Hettsheimeir |
Em coletiva de imprensa realizada no Esporte Clube Sírio, ontem, foi lançado oficialmente o Mundial de Clubes 2015 (Copa Intercontinental). A disputa do título da competição ocorre em duas partidas, nos dias 25 e 27 de setembro, no Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, e será disputada pelo Paschoalotto/Bauru e Real Madrid, da Espanha.
Estiveram presentes na coletiva pelo Paschoalotto/Bauru, o técnico Guerrinha, o ala Alex Garcia e o pivô Rafael Hettsheimeir. Marcaram presença também o secretário geral da Federação Internacional de Basquete (Fiba), Alberto García, e o vice-presidente da Liga Nacional de Basquete, João Fernando Rossi.
O técnico Guerrinha falou sobre a expectativa de disputar o título mundial. “Mais do que um jogo, é um evento único para a cidade de Bauru e para a história de nossa equipe. O Brasil tem tanta história no basquete e queremos trazer isso de volta neste ano. O Real Madrid é uma grande equipe e com certeza será uma final histórica”, disse. O treinador bauruense disputará pela quarta vez a competição. Como atleta, atuou em três edições do torneio, em 1980 e 1981 com a camisa do Franca e também em 1984, vestindo as cores do Sírio.
Hettsheimeir comentou sua experiência com o Real Madrid, equipe que defendeu na temporada 2012/2013 e pela qual participou da conquista da Liga Endesa (Campeonato Espanhol) e também do vice-campeonato europeu. “O Real Madrid é uma equipe de grandeza mundial. Eles têm qualidade em todas as posições. A base do time deles, que inclusive é a da época em que eu joguei lá, é praticamente a mesma há cinco anos. É uma equipe que se conhece muito bem e sabe jogar junto. Acho que essa é a maior arma deles e com certeza será uma partida difícil. Vai ser bom jogar contra eles”, declara o pivô, já se prontificando a passar informações a Guerrinha sobre o time espanhol.
Base forte
Dono de um dos principais elencos do basquete nacional, Bauru manteve praticamente toda a base da temporada anterior e nomes como Alex, Ricardo Fischer, Robert Day, Hettsheimeir, Jefferson e Murilo seguem na equipe. Além disso, o time ainda acertou as contratações do jovem ala Léo Meindl, ex-Franca, e do armador Paulinho Boracini, que tem em seu currículo a disputa da Copa Intercontinental em 2013, pelo Pinheiros, seu ex-time.
Alex, capitão do Paschoalotto, aposta na força do elenco bauruense. “Sei o quanto o Real Madrid é grande, mas estamos nos preparando para não fugir das expectativas que temos. Temos um grupo muito forte e queremos agregar rapidamente os nossos reforços, o Léo (Meindl) e o Paulinho (Boracini), para estarmos prontos para esses dois grandes jogos”, garante. O ala tem boas lembranças de enfrentar o Real Madrid. “Na época em que atuei pelo Maccabi, venci”, brinca.
A ordem no Paschoalotto é respeito, mas sem intimidação. “Temos que respeitar o Real Madrid, mas ao mesmo tempo temos que saber das nossas qualidades. O foco e a concentração podem nos ajudar muito a conquistar este título”, disse Guerrinha. “É um sonho poder jogar a Copa Intercontinental, no lendário Ginásio do Ibirapuera”, concluiu Guerrinha.
Terceira vez consecutiva no Brasil
A Copa Intercontinental terá o Brasil como sede pela terceira temporada seguida e, desta vez, o palco será o Ginásio do Ibirapuera, em São Paulo, local que tem uma ligação muito forte com a competição – em 2014 e 2013, o torneio ocorreu no Rio de Janeiro e Barueri, respectivamente. Em 2015, a competição ocorre em um palco com muita história no basquete nacional. Depois de realizar o torneio pela primeira vez em 1973, o Ibirapuera foi o lugar em que o Sírio se sagrou campeão mundial, em 1979, e colocou o Brasil no “topo do mundo da bola laranja” pela primeira vez.
“É uma competição única e o grande objetivo dos clubes ao redor do mundo. É um torneio que te credencia ao topo do mundo e tem grande importância no histórico do basquete internacional. Em 79, o Sírio subiu de patamar, e no ano passado aconteceu a mesma coisa com o Flamengo. Essa aproximação do basquete brasileiro com o que tem de melhor no mundo é muito importante e estamos em uma fase em que necessitamos disso”, disse o técnico Cláudio Mortari, que comandou o Sírio na conquista em 1979 e que ainda tem mais cinco disputas da Copa Intercontinental em seu currículo - 1978 e 1981 também pelo Sírio, 1984 e 1985 pelo Corinthians e 2013 pelo Pinheiros.
Dois anos depois, em 1981, o ginásio na cidade de São Paulo voltou a sediar o torneio e, desta vez, o Real Madrid foi quem ficou com o troféu para estender sua soberania na competição. Com quatro taças, sendo a último delas conquistada na capital paulista, a equipe espanhola é a mais vitoriosa de toda a história da Copa Intercontinental. Além disso, o Ibirapuera também sediou a disputa pelo título mundial em 1984 e, na ocasião, o Banco di Roma, da Itália, se sagrou campeão.
“A Copa Intercontinental tem uma grande história. Agora, a competição está em uma nova era e o Brasil tem grande participação nisso. Não há nenhuma dúvida que as competições entre clubes são as mais importantes para o desenvolvimento de toda a modalidade e essa é a missão da Intercontinental. A competição já aconteceu quatro vezes em São Paulo e agora faremos pela quinta vez aqui no Ibirapuera, um dos palcos mais históricos deste torneio”, exaltou Alberto García, o secretário geral da Fiba.
Ingressos
Os ingressos para o Mundial de Clubes serão comercializados pelo site www.ingressorapido.com.br a partir do dia 1 de setembro. Os preços ainda não foram divulgados. Todas as informações do Mundial de Clubes podem ser acessadas pelo hot site https://mundialdeclubes.lnb.com.br
