Cultura

Livro ressalta a "libertadora" de trabalhadores escravos no Brasil


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Auditora fiscal do Trabalho, Marinalva Dantas, 61 anos, passou quase 10 à frente do grupo do Governo Federal que combate à escravidão no Brasil. 

 Mergulhada nessa causa, libertou mais de 2.300 homens, mulheres e crianças nos rincões do país, abrindo mão da mão da vida pessoal e da convivência com os dois filhos e marido. 

“A Dama da Liberdade”, publicado pela Benvirá, selo da Saraiva, é resultado de 5 anos de pesquisa do autor Klester Cavalcanti sobre essa trajetória. 

Três vezes vencedor do Prêmio Jabuti de Literatura – uma delas com seu livro anterior, “Dias de Inferno na Síria” –, o  jornalista tem acompanhado o trabalho de Marinalva desde o início e não apenas fez um perfil da poderosa mulher, como traz ao debate a questão ainda persistente do trabalho escravo nos dias de hoje. 

Klester viajou por sete Estados, entrevistando quase setenta pessoas, entre elas familiares de Marinalva, policiais, aliciadores de escravos, o ex-presidente da República, Fernando Henrique Cardoso e ex-escravos. 

‘Representa’

 

A pesquisa do autor, segundo divulgadores da obra, inclui quase 120 horas de entrevistas, a leitura de 2 mil páginas de documentos e a análise de cerca de 200 fotos e 30 horas de vídeos. 

“Acho importante contar a história dessa mulher, que representa todas as pessoas que combatem o trabalho escravo no Brasil, em pleno século 21, o que torna essa história ainda mais impactante”, diz Cavalcanti. 

Como destaca o cineasta Fernando Meirelles no prefácio: “O jornalista Klester Cavalcanti deve ter algum tipo de compulsão ou distúrbio que o leva, a cada livro que escreve, a situações mais extremas, sempre com o objetivo de revelar, para quem o lê, uma espécie de lado B do mundo. ‘A Dama da Liberdade’ segue essa tônica”.

 

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