| Fotos: Douglas Reis |
| Rosana Ossuna estava tentando reatar o relacionamento com Roberto de Oliveira, mas se desentendeu e o matou à facada |
Um golpe certeiro de faca no abdômen tirou a vida do pedreiro Roberto Maciel de Oliveira, 48 anos, entre a madrugada e a manhã desse domingo (30). A autora do crime é a ex-namorada da vítima, Rosana Aparecida Ossuna, 45 anos.
O crime ocorreu dentro da residência onde o pedreiro vivia sozinho, um cômodo localizado na quadra 2 da rua Segundo Tenente Aimone Alves de Assis, na Vila Garcia, durante uma confraternização entre amigos.
Em depoimento, ela confessou que estava sob efeito de álcool e, após uma discussão em que Roberto teria puxado o cabelo dela, a mulher pegou a faca e golpeou o ex-namorado. De acordo com o delegado plantonista da Central de Polícia Judiciária (CPJ), Roberto Cabral Medeiros, além de Rosana, estavam na casa um irmão dela, um irmão da vítima e mais dois amigos em comum. “O grupo consumia peixe e pinga”, disse. Há pelo menos um mês, Rosana tentava reatar o relacionamento.
Em certo momento, o irmão do pedreiro e outro rapaz foram embora, enquanto o irmão da acusada e um amigo adormeceram na casa. “Foi quando os dois discutiram e ocorreu o assassinato”, relatou Cabral.
Ainda de acordo com o delegado, a acusada só deixou o imóvel quando amanheceu. “Ela alega ter ido embora pensando que Roberto estava vivo. Os dois que dormiram na casa a acompanharam, mas disseram que não perceberam nada”, explicou.
O corpo de Roberto foi encontrado por familiares da vítima, por volta das 10h30. Com base em informações de vizinhos, uma equipe da PM localizou todos que estiveram na residência na noite anterior, em uma casa a 5 quadras de onde ocorreu o crime.
Após confessar o crime, Rosana foi encaminhada para a Cadeia Pública de Pirajuí. Os demais foram ouvidos e liberados.
“Estávamos sempre cuidando dele. Apesar do vício, ele sempre trabalhou e foi uma pessoa querida”, comenta a irmã de Roberto, Marlene Maciel da Silva.
Conhecido como “Boca”, o pedreiro, que não tinha filhos, estava trabalhando na reforma de uma igreja do bairro.
Autora
Segundo familiares e vizinhos, embora alcoólatra, Roberto era querido por todos no bairro. A autora do homicídio mantinha um relacionamento conturbado com a vítima, segundo os vizinhos, que ainda relataram ver constantemente Roberto com hematomas no rosto e no corpo provocados por Rosana. “Ela sempre batia e o machucava e nos disseram que eles haviam brigado no sábado. Esperamos que a Justiça seja feita”, deseja Marlene.