Tribuna do Leitor

E agora, João?


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O pano caiu. A ribalta apagou-se, sua voz emudeceu. O camarim, os espelhos, as luzes e maquiagens permanecerão, através das imagens e registros. A euforia antes de cada espetáculo, os ensaios há muito não faziam parte de seu roteiro. Mas ficou a energia, o companheirismo, o vínculo da amizade. Jovem que de alguma forma contribuiu com os valores e sua índole e bondade. Quase um “Quarentão” que jazia com seu rosto transfigurado, longe do viço que lhe era em vida, inerte naquela mortalha.

Pagou o preço, a doença lhe pregara uma peça, tomou sua vida, sonhos, esperanças. A dor gritou mais forte, era o epílogo da história de vida de João Viana Neto. Igualmente, fui surpreendido com o falecimento de dona Zulmira, aos 93 anos. Lúcida, alquebrada, mas locomovendo-se com suas limitações e vigor que lhe restavam. A visitei antes disso,  onde doou-me os manuscritos de seu filho Thales Wagner que há quatro décadas, vencido em suas energias, despediu-se para outros planos próximos de sua maioridade. Agora junto de seus pais: Thales e Zulmira. C’est La Vie.

 

Zé Francisco Camilo  

 

 

 

 

 

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