Tribuna do Leitor

China, uma ditadura admirada pelo mundo


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Durante muito tempo a República Popular da China manteve sua economia fechada e bastante alinhada com a Revolução Cultural de Mao Tse-Tung, morto em 1976. Nessa época a imprensa ocidental não poupava críticas ao país, apontado como uma ditadura atroz, onde não havia democracia, liberdade de expressão ou respeito aos direitos humanos. Bastou, porém, a China promover a sua gradativa abertura econômica – com possibilidades de negócios lucrativos no âmbito da globalização – e a opinião mundial foi aos poucos se alterando. A ditadura de Xi Jinping (Secretário-Geral do Partido Comunista Chinês) é na atualidade a principal parceira comercial de várias potências mundiais, inclusive os Estados Unidos. 

   A China frequentemente recebe elogios midiáticos em razão de sua economia pujante, ao mesmo tempo em que aumenta a procura por cursos de mandarim nos quatro cantos do planeta. Ninguém mais fala da atual opressão imposta aos opositores do regime, do partido único, dos presos políticos e da pena de morte. A China está longe de ser uma democracia, não obstante quase tudo o que se lê sobre o país na imprensa internacional tem uma clara conotação positiva. Isso talvez nos indique que a preocupação obsessiva com a expansão do comunismo no Século XX pouca relação tinha com princípios humanitários. A ética capitalista como já era notório nunca teve no ser humano o seu maior valor.  

Roberto C. Simões Galvão,   professor de sociologia.

 

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