Cinco integrantes de uma quadrilha presa em 2012 acusada de praticar roubos em Bauru, Lençóis Paulista e na região, alguns seguidos de sequestros-relâmpago, foram condenados pela Justiça a cumprirem de 14 a 16 anos de prisão por dois crimes, um roubo cometido contra um casal na cidade, que terminou em sequestro e um assalto a uma farmácia em Marília (100 quilômetros de Bauru).
A maior pena, proferida pelo Tribunal do Júri do município vizinho, foi designada ao réu Douglas Ricardo Ramos, de 28 anos, apontado como líder do bando. Na decisão, consta que ele deverá cumprir 16 anos e onze meses de reclusão pelos dois delitos.
Já os demais membros da quadrilha, que também responde pela associação criminosa, Diogo Roque, 25, o Chapolin, Luís Felipe Pinto, 21, o Pança, Wilquer Vinícius Cruz, 25 anos e Ítalo Gustavo Picherelli, 21, tiveram a pena fixada em 14 anos e seis meses de prisão.
Vale frisar que os condenados já estão presos há, pelo menos, dois anos. Cabe recurso da decisão.
Na sentença, o juiz considerou a gravidade dos dois crimes, que ocorreram em 10 de outubro de 2012, e fixou a pena acima do mínimo legal, além de concluir que os réus não poderão recorrer em liberdade.
Relembre os casos
Na época dos crimes, Luiz Felipe Pinto, Diogo Roque e o chefe do grupo, Douglas Ricardo Ramos moravam na favela do Jardim Europa, em Bauru, e em Agudos, respectivamente.
Douglas já era investigado suspeito de ser o autor de ao menos três roubos em residências da região do Jardim Europa, um, inclusive, com disparo de arma de fogo.
A identificação da quadrilha começou, no entanto, após a Polícia Civil prender EM flagrante, em Marília, Wilquer Vinícius Cruz, localizado em um matagal às margens da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-294), após o roubo da farmácia.
Ele estava no carro que capotou e levava os outros quatro integrantes, que conseguiram fugir da polícia durante a perseguição.
Com a prisão, as investigações sobre a atuação e organização do bando foram descobertas pela Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Bauru, que contou com o apoio das DIGs de Agudos e de Marília.
Com a prisão, a polícia descobriu que eles eram os assaltantes e sequestradores de um casal, de 20 e 21 anos, que foi abordado quando chegava à residência, localizada na rua Padre João, na região da Praça das Cerejeiras, em Bauru, no dia 10 de outubro daquele ano. Na ocasião, eles estavam armados com revólveres e espingarda e ficaram cerca de uma hora rodando com as vítimas, até as abandonarem em um pasto.
O carro do casal foi usado para cometer o crime em Marília na mesma data e recolhido após o capotamento.
Mais acusações
O bando também é acusado de cometer outro sequestro, onde uma estudante de Bauru foi amarrada, amordaçada e abandonada em uma clareira nas imediações de um estabelecimento comercial, na altura do quilômetro 234 da rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), conhecida como Bauru-Jaú.