Tribuna do Leitor

Descendo a madeira


| Tempo de leitura: 1 min

Édo conhecimento de todos que nas construções, sejam elas para moradia, ponte ou qualquer tipo de obra, a madeira está em primeiro lugar. Para isto foram criadas as plantações de eucalipto e pinus, que são tipos de árvores que se formam em curto espaço de tempo. O reflorestamento de árvores como a peroba, ipê, canelão, marfim, cabreúva, araucária, angico, pau-brasil, cedro, alecrim e muitos outros são espécies que demoram cerca de cinquenta anos ou mais para atingir o ponto ideal.

E a construção necessita dessas espécies para completar a obra.

O que está acontecendo com a floresta brasileira é de causar revolta a qualquer um, que sabe do prejuízo que o desmatamento causa para o meio ambiente. A fiscalização só chega depois de muito estrago. Dá a impressão que os encarregados de cuidar dessa parte - o Ibama e outros órgãos - são combinados com os madeireiros. 

Quando surge uma pessoa querendo proteger a floresta, aparece o matador e as providências não chegam em tempo. Aqui na cidade não se pode cortar uma árvore que já vem os homens com um talão de multa, sabem por quê? Porque é fácil “chutar cachorro morto”. O meu vizinho tem uma árvore de grande porte que necessita ser podada porque pode me causar prejuízo. Já falei com o povo da Semma, eles mandaram um funcionário que viu a situação, fez um relatório e já se passaram uns dois anos e nada de providências. 

Eu sou contra o corte de árvores sem que aja muita necessidade.

Minha casa foi construída bem antes do vizinho plantar a árvore na calçada e por se tratar de patrimônio público, cabe às autoridades da Prefeitura Municipal as providências. Ou vamos trancar as portas depois que o ladrão foi embora?

 

Francisco Antonetti Torrecilha

Comentários

Comentários