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CUT vê manipulação após corte de funcionário da Grande Bauru

Vinicius Lousada
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João Rosan
João Donisete Castilho, José Itamar Tavares Calado, Chicão Monteiro e Valter Dutra, demitido

A CUT acusa a empresa Grande Bauru, concessionária do transporte coletivo municipal, de manipular as eleições da Comissão Interna de Prevenção de Acidentes (Cipa) para demitir Valter Dutra, apontado como a principal liderança dos motoristas e demais trabalhadores, sobressaindo-se, inclusive, ao sindicato que representa a categoria.

Valter foi membro da Cipa por dois anos seguidos. Seu último mandato venceu no dia 13 de agosto de 2014.

Por restrições de ordem legal, não pôde ser reconduzido à terceira gestão, mas gozava do direito de estabilidade por mais um ano após ter deixado o posto.

O prazo do benefício acabou no dia 13 do mês passado e Dutra foi demitido em 1º de setembro.

De acordo com o coordenador regional cessante da CUT de Bauru, Chicão Monteiro, isso só foi possível porque, sem razão justificável, a empresa adiou por três meses a eleição para a próxima gestão da Cipa, que deveria ocorrer em julho.

“Ele ficou impedido de concorrer. Seria candidato e, com certeza, ganharia porque é reconhecido como o principal porta-voz dos trabalhadores. Não era o sindicato que encabeçava negociações salariais. Sempre foi o Dutra, que estava na Grande Bauru há 13 anos”, afirma.

Chicão diz que a CUT buscará a readmissão na Justiça. A central também lançou carta pública na qual pede a cassação da concessão do transporte público à empresa. “Cometeram crime federal. Foi perseguição”.

Procurada pelo JC, a Transporte Coletivo Grande Bauru se manifestou por meio de nota: “A demissão do funcionário ocorreu por decisão administrativa, sendo dispensa sem justa causa, com pagamento das verbas rescisórias. Dispensas e admissões são rotineiras em qualquer organização empresarial”.

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