| Quioshi Goto |
![]() |
| Matheos Alex, Bruno Alef, Washington Luis dos Santos Silva, Matheos Tassini, Bruno Bueno Bagnoli, Antonio dos Santos e Ricardo Lemos estiveram no JC para divulgar atividade deste feriado |
A voz, a realidade, a luta e os sonhos da periferia viram protesto e poesia, ganham asas e palcos por meio do rap – inclusive nessa segunda-feira (7).
É que, para festejar essa música e tudo que ela coloca na vida de tantos jovens e de suas comunidades, será realizado o 3º Projeto Independência e Rap neste feriado de 7 de setembro.
O evento, das 13h às 22h no CEU (Centro de Artes e Esportes Unificados), no bairro Bauru 22, irá reunir 25 grupos de rap de Bauru e região.
Haverá também grafitagem da pista de skate do local, barracas de alimentação, venda de CDs e camisetas, entre outros itens, e diversões para as crianças, incluindo cama elástica e piscina de bolinha.
A entrada é franca, mas quem doar alimentos, agasalhos ou brinquedos irá concorrer ao sorteio de brindes. As doações serão entregues à população carente da cidade.
Oportunidade
Em sua 3ª edição, o projeto Independência e Rap tem, mais uma vez, o objetivo de proporcionar que grupos bauruenses e de outras cidades estejam em um palco e divulguem seus trabalhos. A maioria deles, segundo a organização do evento, já tem CD gravado.
“Esse projeto é uma porta para conquistar nosso espaço. Muitos MCs estão chegando agora e precisam de oportunidade”, afirma Matheus Alex, o MC Bolerage.
Além disso, o rap traz mensagens e reflexões como a denúncia das desigualdades sociais. “Buscamos nossa independência e melhorias para a periferia. A verdade que a gente vive, a gente passa na música”, explica Bruno Bueno, do Grupo C.d. Rap.
Cultura hip hop
O rap está inserido na cultura hip hop, formada por quatro elementos básicos: o MC (mestre de cerimônia), o DJ (que faz o som para o MC), a dança (com destaque para o break), e o grafite (as pinturas).
“O hip hop também é muito ligado ao social, vai onde falta ação do governo e fortalece a comunidade. Muita gente fala e parece clichê, mas é verdade: muda mesmo a vida da gente”, partilha Washington Luís dos Santos Silva, MC do Grupo Dois1dois, cujo talento foi revelado na primeira edição do evento, em 2013.
Para os rappers, o movimento hip hop é meio de expressão e prova de que é possível conquistar com trabalho e longe da criminalidade.
“Com linguagem própria, a periferia trabalha por si, faz diferente do que o sistema oferece e mostra que existem outras possibilidades”, reforça Antônio dos Santos, o Pinguim.
Serviço
Independência e Rap: dia 7 de setembro, das 13h às 22h, no Centro de Artes e Esportes Unificados (CEU), na quadra 3 da avenida Lúcio Luciano, bairro Bauru 22. Realização: Força Interior Produções Multiculturais, em parceria com a ONG Periferia Legal e a Secretaria Municipal de Cultura.
