Regional

Projeto sobre rodeios é retirado em Barra Bonita

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan/Arquivo JC
Vereador Ari Gabriel propôs projeto para liberar rodeio desde que legislação fosse cumprida

Pouco mais de uma semana após ser aprovado como objeto de deliberação com apenas um voto contrário, o projeto de lei que visava regulamentar a realização de rodeios em Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru) foi retirado pelo autor, o vereador Comendador Ari Gabriel (PSD), presidente da Câmara. Uma petição virtual coletava assinaturas para impedir o retorno das provas na cidade.

“Eu nunca tive a intenção de maltratar os animais. O projeto é bem claro quanto a restrições e responsabilidades dos organizadores”, explica o parlamentar. “Sou flexível e sei o momento de avançar e recuar. Infelizmente, os vereadores não estavam à vontade para votar o projeto”.

Na semana passada, Ari Gabriel reuniu-se com o deputado federal Ricardo Izar Jr. (PSD) para tentar viabilizar castra-móvel para Barra Bonita. Orçado em R$ 220 mil, o veículo será utilizado em conjunto por Barra Bonita, Igaraçu do Tietê, Macatuba, Mineiros e Dois Córregos.

De acordo com o parlamentar, os cinco municípios dividirão gastos com veterinários e medicamentos. “Como posso ser contra animais, se isso é uma questão de saúde pública?”, indagou o presidente da Câmara, em resposta a críticas que vem sofrendo desde que apresentou o projeto.   

“Fizemos o papel da democracia. As pessoas que trabalham com rodeios em Barra Bonita são sérias e de credibilidade”, afirma Rogério Lodi, o Lelo (PP) que também assinou o projeto de lei. “Em outras cidades, esse assunto é tratado normalmente”.

Matéria semelhante poderá ser apresentada por outro vereador ou através de iniciativa popular, quando é necessária a adesão de 5% dos eleitores. Na semana passada, munícipes criaram petição virtual visando colher assinaturas contrárias ao retorno dos rodeios em Barra Bonita. O documento já tinha reunido mais de 1.500 assinaturas.

O projeto

O projeto de lei proibia a realização de qualquer tipo de prova de laço ou vaquejada e previa a liberação do rodeio desde que fossem cumpridas legislações municipal, estadual e federal. Apetrechos usados nos eventos de montaria deveriam obedecer às normas internacionais e não causar ferimentos aos animais.

Além da fiscalização quanto ao transporte, área de descanso dos animais e documentos atestando saúde de bois, búfalos e cavalos, o texto estabelecia a necessidade de médico veterinário para avaliar os animais e documentação relativa a eles e de médico clínico geral e ambulância nas provas para garantir a segurança dos peões.

Além disso, a proposta previa cumprimento da Lei Federal n.º 10.220, de 11 de abril de 2001, que institui normas gerais à atividade de peão de rodeio, especialmente em relação à contratação dos profissionais e seguro de vida.

Quem desrespeitasse as regras, além de ficar sujeito à multa de até R$ 20 mil prevista em legislação específica, poderia receber sanções por parte da Secretaria de Saúde de Barra Bonita, que variavam de advertência por escrito e suspensão temporária do rodeio até suspensão definitiva da competição.

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