Regional

Polícia Civil investiga disparo feito por PM em Lençóis Paulista

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Um morador de Lençóis Paulista acusa um soldado de ter atirado no tornozelo dele propositalmente, anteontem à noite, durante abordagem. Ele também diz que teria sido agredido e ameaçado dentro de unidade de saúde onde procurou atendimento. A PM alega que o disparo foi acidental, motivado pela queda do policial, e nega qualquer tipo de agressão ou ameaça. O caso será investigado pela Polícia Civil.

Conforme apurado pelo JC, o homem afirma que foi abordado por uma equipe da PM por volta da 0h30 de terça-feira (8) e atingido intencionalmente com disparo de arma de fogo no tornozelo. Ele declara que conseguiu fugir e, quando procurou o Pronto-Socorro (PS) em razão do ferimento, o hospital acionou a PM e a mesma equipe que o abordou foi até a unidade.

No local, o homem diz que foi agredido com socos e ameaçado de morte pelo soldado que efetuou disparo caso procurasse a delegacia para registrar o fato. Mesmo com medo, ele procurou Ministério Público (MP) e delegacia da cidade para dar sua versão dos fatos em relação ao boletim de ocorrência, que havia sido registrado pela PM como disparo de arma de fogo.

O comandante do pelotão de Lençóis, tenente Thiago Zorzetto, confirma que houve o disparo, mas alega que ele foi acidental. “O rapaz resistiu à abordagem, acabou derrubando o policial no momento em que tentou sair correndo e, na hora em que o policial caiu no chão, houve o disparo de arma de fogo, a princípio acidental”, afirma. “Possivelmente, ele acabou acertando no chão e, possivelmente, uma lasca do projétil acertou o tornozelo desse rapaz”.

Segundo o comandante, a lesão que, supostamente, teria sido causada por fragmento do projétil foi tão leve que o homem foi medicado e liberado no mesmo dia com encaminhamento para avaliação de ortopedista. Ele explica que a confirmação do tipo de objeto que está alojado na perna dele depende de cirurgia. “Se o disparo fosse voluntário na direção desse rapaz, a lesão e a entrada do projétil seria outras”, alega. De acordo com o tenente, recentemente, o rapaz postou em redes sociais que desejaria comprar dinamite para explodir sede da PM. Ele conta que a arma do soldado foi apreendida para perícia e diz que, além da Polícia Civil, o caso está sendo investigado por meio de inquérito militar.  

 

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