Bairros

Passarelas são "invadidas" por motos

Ana Paula Pessoto
| Tempo de leitura: 3 min

Feitas para promover a segurança de pedestres e evitar atropelamentos,  passarelas são constantemente usadas por motociclistas para encurtar caminho. A infração, que pode representar perigo para os que utilizam essas passagens, parece ter virado rotina em muitas regiões da cidade.

A equipe do JC nos Bairros flagrou uma dessas ações irregulares no trânsito na passarela que faz ligação entre o Distrito Industrial e o Jardim Redentor. E não foi difícil ver uma moto entrar na passagem, bastou estacionar o carro e esperar poucos minutos.

Segundo usuários do acesso, a ação é mais frequente em horários de pico, ou seja, quando os trabalhadores do Distrito começam a ir para casa, horário em que também há mais pedestres na passarela.


Ciclovias

O mesmo ocorre com as ciclovias. Luís Carlos dos Santos é morador do Núcleo Octávio Rasi e faz uso diário da ciclovia construída  às margens da vicinal Engenheiro Horácio Frederico Pyles, prolongamento da avenida Rodrigues Alves que dá acesso à rodovia Comandante João Ribeiro de Barros (SP-225), a Bauru-Jaú. “Sempre tem aqueles mais apressadinhos que não respeitam e entram com as motos na ciclovia”, aponta


Radares também são alvos da má educação no trânsito

Instalados nas principais vias do município na tentativa de reduzir o excesso de velocidade e os acidentes de trânsito, vez ou outra os radares são alvo de vandalismo.

Fiação cortada, danos causados por pedradas e até mesmo tentativa de furto já foram mostrados pelo Jornal da Cidade e registrados pelos órgãos competentes, como a Empresa Municipal de Desenvolvimento Urbano e Rural de Bauru (Emdurb) e o Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

Entre os equipamentos que já foram alvos do vandalismo estão os radares da avenida Nações Norte, onde motoristas já foram flagrados disputando rachas. O mesmo já ocorreu com os equipamentos eletrônicos da rodovia Elias Miguel Maluf (Bauru-Piratininga). Há poucos anos, um destes equipamentos foi empurrado por veículo de grande porte, numa tentativa de derrubá-lo.

Para coibir as ações e garantir que os equipamentos operem regularmente, a Emdurb, em nota, afirma que realiza manutenções preventivas e ajustes técnicos periódicos.


Polêmica

No fim do ano passado, a lombada eletrônica instalada no quilômetro 3 da avenida Elias Miguel Maluf, próximo ao acesso da Vila Industrial, voltou a funcionar após ser depredada ao menos duas vezes no mesmo ano.

O aparelho, instalado pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), fiscaliza a velocidade dos veículos, que não podem ultrapassar os 40 quilômetros por hora. Moradores e motoristas da região divergem quanto ao controle de velocidade no local. Há quem acredite que 50 quilômetros por hora seria o ideal, outros, que os 40 delimitados são essenciais para garantir a segurança dos pedestres e ciclistas que também utilizam a via, em grande quantidade.


Revoltados, moradores sinalizam e ironizam buracos

Em alguns casos, intervenções da população nas vias públicas são justificadas. Buracos que se transformam em verdadeiras crateras e impedem ou oferecem perigo para o trânsito são reclamações comuns nos quatro cantos da cidade, em qualquer época do ano.

Muitas vezes, esses obstáculos recebem “preenchimento” da própria população que, cansada de acionar os órgãos responsáveis, usa a criatividade para chamar a atenção e, ao mesmo tempo, sinalizar os perigos que os defeitos nas ruas e avenidas representam para motoristas e pedestres. Não deixa de ser o morador interferindo, a seu modo, no trânsito.

Placas com dizeres diversos, galhos e árvores são comumente usados para sinalizar os buracos e chamam a atenção também da imprensa. Tais intervenções são vistas pelos moradores como uma tentativa desesperada de solucionar o problema. Confira alguns desses “mecanismos” usados pela população e registrados pelo Jornal da Cidade.

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