Esportes

Basquete: bronzeados

Wagner Teodoro
| Tempo de leitura: 4 min

Arquivo pessoal
Zezinho Martha, Diguinho e José Maurício com as medalhas conquistadas na competição

Os bauruenses José da Silva Martha, o Zezinho Martha, e José Maurício Xavier Júnior, ambos formados nas categorias de base da Luso, conquistaram a medalha de bronze com a seleção brasileira no Campeonato Mundial Master de basquete, realizado em Orlando, na Flórida-EUA, e encerrado no final de agosto. A competição é organizada pela Federação Internacional de Basquetebol Master (Fimba na sigla em inglês), entidade vinculada à Fiba, que rege o basquetebol master no planeta, e envolveu jogadores de vários países em categorias a partir dos 30 anos, no masculino e feminino. Zezinho Martha e José Maurício integraram o time do Brasil A na categoria 35+, para jogadores acima dos 35 anos, e conquistaram um pódio logo em sua primeira participação em um torneio pela seleção nacional master.

O Brasil A estreou no Mundial com vitória contra o Chile e passou na sequência pelo Brasil B. Ainda na fase de classificação, na disputa pelo primeiro lugar do grupo, acabou derrotado pela Rússia e avançou em segundo lugar. Nas quartas de final, o time dos bauruenses eliminou o Peru. O chaveamento apontava nas semifinais os confrontos entre Brasil A x Letônia A e Rússia x Letônia B, porém o regulamento da Fimba não permite que duas seleções do mesmo país disputem a final, o que poderia ocorrer casos os dois times letões se classificassem.

Assim, houve uma reconfiguração no cruzamento e os brasileiros enfrentaram novamente a Rússia. Em jogo equilibrado, o time perdeu e foi para disputa do bronze. Na briga pelo terceiro lugar, os brasileiros superaram a Letônia B e garantiram a medalha. A Rússia foi campeã e a Letônia A ficou com a prata.

O desempenho deixou os bauruenses satisfeitos e orgulhosos. “Superou as expectativas. Tendo em vista que nosso time inicialmente foi planejado com participações de atletas que ainda atuam em nível nacional. Atletas de nível NBB, que estavam cotados para fazer parte da equipe e acabaram não indo por questão de patrocínio. Nossa equipe tinha um conjunto regular, bons jogadores, mas sem nenhum que despontava. Por isso, foi muito positivo chegar ao terceiro lugar”, comenta José Maurício.

Zezinho ressalta que a categoria 35+ se destacou justamente pelo jogo coletivo. “A única categoria do Brasil que não tinha uma grande estrela, a não ser o nosso técnico, o Carioquinha, era a nossa. Foi a equipe que mais jogou em conjunto”, define. O que poderia ser uma fraqueza, a falta um jogador de referência, de renome, acabou se tornando justamente o ponto forte da equipe. “Isso fortaleceu muito nosso time. Cada fase que passava, a confiança aumentava. Chegou o momento de decisão estávamos muito confiantes”, aponta Zezinho. “E sabendo que tínhamos no banco uma lenda do basquete brasileiro. Foi um enorme prazer participar do grupo e trabalhar com uma referência, que é o Carioquinha”, acrescenta.

Agora, o Pan
Após o pódio no Mundial de Orlando, José Maurício e Zezinho Martha já estão convocados para representar o País em outra competição oficial da Fimba. O próximo campeonato que os bauruenses disputam pela seleção brasileira é o Pan-Americano de San Jose, na Costa Rica, em abril de 2016. O Mundial volta a ter uma edição em 2017, em Montecatini Terme, na Itália.


Muito prazer

Por incrível que pareça, a equipe que se sobressaiu pelo conjunto só se reuniu em solo norte-americano. O entrosamento que valeu o bronze veio durante o Mundial. Zezinho Martha e José Maurício relatam que o convite para disputar a competição foi feito por Rodrigo Del’Arco, o Diguinho, coordenador da categoria 35+ e também atleta master. E, com os jogadores convocados espalhados pelo País, os bauruenses revelam que o time brasileiro não teve tempo de preparação coletiva anterior ao Mundial. “Fizemos uma preparação individual. Eu e o Zezinho fomos convocados uns três meses antes do evento com a recomendação de treinar em Bauru. Acabamos indo para Rio Preto, onde o Diguinho está, e em duas, três semanas participamos de treinos coletivos. Conseguimos reunir dois, três jogadores por região”, explica José Maurício. “Tem um pessoal do Rio de Janeiro, que fez o mesmo, de Brasília, do Norte, Nordeste. Agora, juntar todos foi somente em Orlando”, acrescenta.

Os bauruenses relatam que, pela falta de entrosamento inicial, a estreia foi o momento mais complicado. A ansiedade do primeiro jogo se juntou ao pouco conjunto da equipe. Veio a vitória sobre o Chile e o time foi encorpando durante o torneio rumo ao pódio.

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