Polícia

Fogo obriga idosos a deixar o "Paiva"

Luciana La Fortezza com Heloísa Casonato
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Funcionários, idosos e vizinhos ajudaram no deslocamento de idosos, que ficaram nervosos

Ao todo, 89 idosos abrigados na Associação Beneficente Cristã (Paiva), em Bauru, foram retirados neste domingo (13), por volta das 16h30, do prédio onde são acolhidos por conta de um incêndio que atingiu o imóvel ao lado, onde funcionou o Pronto-Socorro (PS) do Jardim Bela Vista até o final de 2011. O fogo teve início em uma sala de 50 metros quadrados da edificação, que pertence à entidade, mas continua locada para a prefeitura, segundo informações obtidas junto a representantes da associação.

Como uma tubulação por onde passa gás de cozinha está instalada próximo à ala masculina do abrigo, a coordenadora do Paiva, Raquel de Mattos, orientou que os internos fossem retirados do imóvel por precaução. Ninguém ficou ferido ou precisou ser socorrido. Sem pânico, primeiramente homens e depois mulheres deixaram o prédio, com a ajuda de 15 funcionários, dos voluntários que trabalhavam no local naquele momento e de vizinhos.

Saíram pela entrada situada na quadra 1 da rua Santa Rita, enquanto o fogo era debelado na quadra 7 da rua Alto Purus. O prédio todo está instalado em uma área de aproximadamente 400 metros quadrados, sendo que três quadras foram interditadas para o trabalho do Corpo de Bombeiros. Por cautela, uma viatura do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) também foi acionada.

Cuidado
Os idosos, porém, não enfrentaram problemas com a fumaça e, enrolados em cobertores, aguardaram do lado fora até que o trabalho de combate ao fogo fosse concluído. Inicialmente, alguns estranharam e resistiram a deixar o prédio, mas foram acolhidos por moradores do entorno, que levaram cadeiras para ampará-los. Muitos outros se deslocaram em cadeiras de rodas.

O retorno dos idosos ao prédio foi inicialmente acompanhado pelo tenente do Corpo de Bombeiros Murilo Daniel da Silva, segundo quem foram utilizadas de cinco a sete mil litros de água para debelar o incêndio, trabalho que durou cerca de uma hora. De acordo com ele, ainda não é possível informar o que provocou o fogo, mas não está descartada a hipótese de incêndio criminoso.

Vizinhos relataram que, entre a manhã de ontem e a noite de anteontem, foram vistos adolescentes dentro do imóvel onde funcionou o pronto-socorro. A sala em questão, situada no primeiro andar, continha papéis e colchões. “Mas estava tudo trancado. Tivemos de arrombar as portas”, acrescentou o tenente. A perícia seria acionada até o local.

Adham Felipe Marin/Divulgação
A fumaça preta assustou os moradores da região

 

Comentários

Comentários