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Funcionários dos Correios param por tempo indeterminado

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 2 min

Éder Azevedo
Ontem, trabalhadores realizaram manifestação em frente à sede da diretoria regional, em Bauru

Funcionários dos Correios entraram em greve por tempo indeterminado, ontem, após a categoria rejeitar proposta de reajuste oferecida pela empresa, em negociações que vêm sendo mediadas pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Após a recusa e início das paralisações, os Correios ingressaram com ação de dissídio coletivo junto ao órgão.

Em seu primeiro dia, a greve já atinge 20 sindicatos em pelo menos 12 estados brasileiros, incluindo São Paulo. Segundo o Sindicato dos Empregados dos Correios de Bauru (Sindecteb), a adesão na região chega a 70% dos cerca de 3 mil funcionários lotados em 207 cidades.

Mas, no País, de acordo com a assessoria de imprensa dos Correios, 90,69% dos empregados trabalharam normalmente ontem, estando a paralisação concentrada na área de distribuição, com ausência de 34,13% dos carteiros.

Estatísticas regionais não foram divulgadas, mas o sindicato afirma que, em Bauru, todas as agências e centros de distribuição seguem parados, o que afeta integralmente os serviços de atendimento ao cliente e tratamento e entrega de correspondências e encomendas. “Parte dos funcionários do setor administrativo também está parada”, acrescenta o presidente do Sindecteb, José Aparecido Gimenes Gandara.

Negociações

 

A categoria está, desde junho, em processo de negociação para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) 2015/2016. Sem avanços, as tratativas foram levadas à mediação do TST, onde nova proposta foi apresentada pelos Correios. 

A oferta é de reajuste de 6% nos salários, sendo 3% retroativos a agosto e 3% em janeiro de 2016, além de outros itens. Os trabalhadores, contudo, reivindicam reposição da inflação de 9,56% a partir de 1 de agosto mais reajuste real de 10%, além de realização de novo concurso público, manutenção do plano de saúde e reajuste de demais benefícios. 

“Em resumo, a proposta da empresa é rebaixar nossos salários, porque o reajuste que eles querem não repõe sequer a inflação. Não há o que discutir enquanto o índice continuar sendo este”, afirma Gandara.

De acordo com ele, uma nova assembleia para discutir os rumos do movimento foi agendada para a próxima segunda-feira, às 10h, na sede do Sindicato dos Ferroviários de Bauru. Ainda nesta semana, representantes do Sindecteb seguem para Brasília (DF) para tentar viabilizar nova rodada de negociações com a empresa. 

Em nota, os Correios prometem esforços e remanejamento de funcionários para controlar os efeitos da greve.

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