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Ex-morador de Borborema descreve o susto com terremoto

Ana Borges
| Tempo de leitura: 2 min

“Estava no meu apartamento, que fica no 10º andar, com minha namorada, quando começou a balançar tudo. Achei que seria mais um tremor de curta duração como estou acostumado. Pensei que passaria rápido, mas, ao invés disso, foi aumentando. Tanto que chegou num ponto que descemos pelas escadas correndo e fomos para a rua”, contou o brasileiro Caio Zentil, que é natural de Borborema. Ele trabalha como consultor de TI em Santiago no Chile, onde vive há cerca de 4 anos. 

“Confesso que já tenho  excesso de confiança. Achei que fosse mais um tremor e só. Mas como minha namorada é chilena e também não sente mais medo desses abalos sísmicos. Porém, quando percebi que ela estava assustada, vi que o melhor era correr mesmo e sair logo de dentro do prédio”, disse.  

Foram cerca de três minutos de medo generalizado, quando um forte terremoto de magnitude 8.3 atingiu o Chile no início da noite de quarta-feira (16).  As áreas mais atingidas foram regiões costeiras e ao menos 11 pessoas morreram até ontem.

O ex-morador de Borborema Caio Zentil vive em Santiago há quatro anos. Ele disse que nunca havia vivenciado um terremoto tão forte no Chile. Após o forte sismo, houve mais tremores de menor intensidade durante toda a madrugada e continuaram na manhã de ontem. Ele relatou ainda que, poucos minutos antes de gravar a entrevista, havia sentido outro abalo de intensidade mais fraca.

“Tem uns que são até imperceptíveis. Ao todo, acho que depois do terremoto senti que voltou a tremer pelo menos outras 10 vezes. Mas pela televisão, autoridades disseram que foram mais de 100 réplicas depois do terremoto”. 

O brasileiro reside no bairro de Nuñoa, onde não houve nenhum registro grave e ninguém ficou ferido. “As pessoas estavam todas nas ruas com bastante medo e inseguras de voltar para dentro das casas, porque não sabíamos quando realmente passaria o tremor”.

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