| Jaú News/ Divulgação |
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| Ato com a presença do vice-governador, Márcio França |
Agora é definitivo. O prefeito de Jaú, Rafael Agostini, não pertence mais aos quadros do PT, legenda que foi filiado por 12 anos. A ficha dele foi abonada nessa sexta-feira (18) ao meio-dia em um ato público com presença do vice-governador, Márcio França.
O desgaste do PT e as pretensões de buscar a reeleição fizeram Agostini desistir do partido da atual presidente Dilma Rousseff. Cerca de 80 pessoas estiveram presentes à reunião, que contou até com o prefeito de Marília, Vinícius Camarinha que compôs a mesa, juntamente com o vice-prefeito de Jaú, Sigefredo Griso e a presidente da Câmara de Jaú, Cleonice Furquim, ambos do PMDB.
O PSB tem atraído os prefeitos descontentes do PT, além de ser uma legenda ligada ao atual governador Geraldo Alckmin (PSDB). O que ajuda aos novos filiados ter mais apoio do governo do Estado. Agostini em nenhum momento fez qualquer citação ao antigo partido. Mas no pronunciamento, ele afirmou que a corrupção é consequência de um sistema político falido no Brasil. O que mais tem desgastado o PT são os últimos escândalos políticos, como a operação Lava-jato que apura envolvimento de empreiteiros no pagamento de propinas a petistas e políticos de partidos ligados à base de sustentação do governo federal.
Ao assumir a prefeitura de Jaú, Agostini enfrentou dificuldades financeiras herdadas do antecessor. Diante disso, ele teve que tomar medidas impopulares.“Tenho muito orgulho do legado do equilíbrio fiscal que a nossa administração conseguiu para esta cidade. Graças a esse equilíbrio e as decisões tomadas no início da administração que, no primeiro momento não foram compreendidas por alguns setores, que hoje a nossa cidade, na contramão da maioria dos municípios brasileiros, paga os seus funcionários em dia, paga fornecedores em dia e consegue fazer uma série de investimentos em infraestrutura, em obras públicas que há mais de 20 anos não eram feitos”, citou.
A mais polêmica das declaração foi quando Agostini criticou a lei de licitação e estabilidade de servidores públicos concursados. “Temos um grande desafio também quanto a lei das licitações, que é uma excrecência. Não é possível garantir a qualidade e a dignidade do serviço público, quando em alguns setores há o princípio da estabilidade que não deveria ter. Não faz sentido ter estabilidade para quem deveria atender bem num posto de saúde e não atende. Vai se discutir isso entra a demagogia, a falácia, que acabam prevalecendo.Temos que olhar para esses temas e ter coragem de enfrentar e mexer naquilo que precisa ser mexido. Esse é o grande desafio daqui para a frente. É preciso botar o dedo nas feridas que existem”.
O vice-governador disse que a mudança de partido do prefeito de Jaú contou com apoio do presidente estadual do PSDB e deputado Pedro Tobias.
