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Sindicatos ricos e trabalhadores remediados!

Rafael Moia Filho
| Tempo de leitura: 2 min

Ano após ano, na calada da noite, no Distrito Federal, o governo repassa para entidades sindicais, sindicatos, federações e confederações uma montanha de recursos que é arrecadada de forma compulsória junto às empresas de todos os setores. Este ano a soma alcançou R$ 1,082 bilhão e em 2014 a brincadeira ficou em torno de R$ 1,013 bilhão. Este dinheiro “fácil” chega aos cofres do Fundo do Amparo ao “Trabalhador” – FAT - e é depois repassado pela Caixa às entidades sindicais patronais. A operação é cercada de sigilo e de completa ausência de transparência, tanto pelo governo como pelos responsáveis pelos sindicatos.


Como sempre no país, só o trabalhador é fiscalizado na fonte com tributações e cobranças mensais. Esta soma obscena de valores não sofre fiscalização do Poder Executivo nem muito menos do Tribunal de Contas da União – TCU. Por que será?


Os trabalhadores com carteira assinada recolhem todo ano obrigatoriamente o equivalente a um dia de trabalho ao governo. Numa operação similar o dinheiro é colocado no FAT e depois transferido para os sindicatos e centrais sindicais.


Não é à toa que em plena crise moral, ética e da economia as centrais sindicais, sindicatos, federações e confederações se calam diante de tanto descalabro governamental e, ao contrário, ainda saem às ruas defendendo um governo indefensável.


Se auditorias fossem possíveis nos sindicatos, federações e confederações, além das grandes centrais sindicais, o povo brasileiro teria uma enorme, ou melhor, gigantesca surpresa com as fortunas que seriam apuradas em contas bancárias para lá de polpudas nessas entidades.


Tempos atrás, fiquei sabendo quase sem querer que um sindicato simples de atuação na área de prestação de serviços no setor de telefonia no interior de São Paulo tinha naquela época mais de R$ 120 milhões em conta corrente. Se aquele minúsculo sindicato tinha esse valor na conta, imaginem os valores que os grandes e poderosos sindicatos possuem nas grandes capitais? Eles pouco ou nada fazem pelos trabalhadores, pois vivem mais preocupados com três coisas: Poder, Dinheiro do FAT e política partidária mesquinha e suja.


Enquanto isso, trabalhadores vivem a realidade de conviver com um país sem recursos para Educação, Saúde, Presídios, Segurança Pública, Habitação e Saneamento Básico. Os recursos existem, basta carreá-los para o destino certo. Basta coragem para acabarem com as mamatas federais, as propinas e os desvios de finalidades. Pelego é um termo pequeno que ficou em desuso diante da enorme distância que os sindicalistas tomaram diante dos trabalhadores brasileiros.


O autor é colaborador do JC - Blog: http://falandoummonte.blogspot.com.br

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