Tribuna do Leitor

Salário dos edis bauruenses

José Carlos Felix de Abreu
| Tempo de leitura: 1 min

Foi publicado tempos atrás na coluna Entrelinhas, com o título “vereadores irritados”, o clima de indignação na Câmara Municipal de Bauru por causa da posição de Moisés Rossi (PPS) em defesa de um plebiscito para que a população decida sobre os salários dos parlamentares.


Há movimentos em diversas cidades do país em prol da redução dos salários da vereança. O Brasil atravessa uma de suas piores crises, se não for a maior, necessário o sacrifício de todos. Porém, quando se trata da própria remuneração, parece não haver nenhuma crise no Poder Legislativo. Veicula-se constantemente na internet que só o Brasil paga salários aos vereadores, no mais, em outros países, paga-se apenas ajuda de custo, chegando até mesmo a atividade ser considerada “trabalho voluntário”.

Há países como os Estados Unidos em que se os parlamentares aumentarem demasiadamente seus subsídios cometem suicídio político. Inserido na Constituição de 1966: “Todo poder emana do povo”. É muito bonito no papel, mas na prática encontramos essas aberrações, fruto da nossa imaturidade política.


Muita coisa ainda acontecerá para podermos alcançar outro patamar civilizatório. E aqui vai um recadinho: não autorizamos ninguém a legislar em causa própria ou mesmo corporativa. Dentre os valores da Democracia está o respeito ao dinheiro público.

 

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