Polícia

Família reconhece corpo de aposentado desaparecido

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan
Corpo foi encontrado por funcionários do CPP-3, na tarde de ontem

O corpo do aposentado Armando Togashi, 77 anos, foi encontrado em uma região de pasto localizada nas proximidades do Centro de Progressão Penitenciária 3 (CPP 3, antigo IPA) atrás do Distrito Industrial 3, em Bauru, ontem à tarde. Embora a família do idoso o tenha reconhecido sem qualquer dúvida, a Polícia Civil seguirá o protocolo e fará o exame de DNA. Togashi estava desaparecido desde o dia 2 de setembro.


Segundo o titular da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), Kleber Granja, devido ao avançado estado de decomposição do corpo, o idoso já estava morto há aproximadamente 20 dias. O aposentado foi encontrado por funcionários da unidade prisional, que realizavam uma checagem de perímetro na área e sentiram o mau cheiro. Imediatamente, eles acionaram a Polícia Militar (PM).


De início, Granja detectou que o corpo possuía características biométricas semelhantes às de Togashi, inclusive, utilizava as mesmas roupas de quando ele foi visto pela última vez: calça jeans, camisa social, sapatênis, relógio no pulso esquerdo e óculos. Além disso, o aposentado foi encaminhado até o IML, que o submeteu a uma varredura. Nesse momento, constatou-se que o cartão de passe do idoso estava em um dos bolsos.


Por outro lado, no local, não havia sinais de violência, conforme descreve o comandante da 3.ª Companhia da PM, o capitão Rodrigo de Ângelo. “Ao que tudo indica, o aposentado poder ter sofrido um lapso de memória, seguido de um mal subido, já que tomava remédios para controlar a pressão arterial, e recostou por ali”, reforça o delegado Kleber Granja. Todavia, nenhuma hipótese está descartada.


O corpo passará por exame necroscópico para detectar a causa da morte, que deverá ficar pronto em até 48 horas. Por conta do estado de decomposição, não havia maneira de detectar qualquer indício de violência, fato que levou o delegado a registrar o caso como morte suspeita. Já em relação ao exame de DNA, que ainda será feito pela polícia, o resultado chegará dentro de 60 a 90 dias.

Sem Velório
A família informa que o corpo de Armando Togashi não será velado. Ele será enterrado em Tibiriçá, contudo, o horário do sepultamento ainda não havia sido definido até o fechamento desta edição.

Sumiço
Conforme JC noticiou, o caso do aposentado intrigava a polícia, porque o sumiço de pessoas acima de 50 anos não é algo comum. Na época, a DIG teve acesso às imagens do circuito interno de um circular que realiza o itinerário Samambaia-Santa Edwirges, no dia 2 de setembro. O vídeo mostrava o momento em que ele embarcou no coletivo, de um ponto na rua Treze de Maio. Após 10 minutos, Togashi apareceu descendo na quadra 3 da avenida Pinheiro Machado, a oito quarteirões de sua casa.

Comentários

Comentários