Regional

Parturiente morreu de embolia pulmonar

Aurélio Alonso
| Tempo de leitura: 2 min

Malavolta Jr.
Irmandade da Santa Casa alega “fatalidade” na morte de mulher, ocorrida na quinta-feira, 17

A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Pederneiras (26 quilômetros de Bauru) divulgou ontem uma nota alegando que E.A.S., de 35 anos, morreu em decorrência de embolia pulmonar conforme autópsia e não choque anafilático como alegaram familiares da vítima. A instituição informou também que a causa da morte não guarda relação à cesariana realizada pela equipe médica do hospital. 


O velório teve que ser interrompido para que o corpo da parturiente fosse examinado no Instituto Médico Legal (IML). Familiares registraram boletim de ocorrência na delegacia por “morte suspeita”.


Na delegacia, o marido afirmou que a esposa teria tido um choque anafilático em decorrência de ter sido administrada morfina. Depois veio a informação de que órgãos internos teriam sido perfurados durante o parto. Os familiares foram orientados a providenciar um enterro rápido para a vítima, porque o corpo não suportaria passar mais de 10 horas no velório. Diante da contradição, o marido registrou boletim de ocorrência (BO), o que motivou o delegado de plantão Richard Serrano solicitar necropsia e exame toxicológico no cadáver. Um inquérito policial está apurado a causa da morte.


De acordo com a Santa Casa, foram tomadas todas as medidas necessárias e possíveis, além de obedecidos protocolos médicos e hospitalares pertinentes ao caso. “A embolia pulmonar é uma condição potencialmente grave que ocorre pela migração de um êmbolo ou coágulo para o pulmão.

Geralmente este coágulo é formado em alguma veia do corpo, sobretudo nos membros inferiores, se desprende e segue pela circulação venosa até os pulmões, onde obstrui a passagem do sangue por uma artéria. A repercussão dessa oclusão depende do tamanho do trombo, da área afetada e da existência de circulação local que possa suprir esta deficiência. No entanto, em casos de trombos grandes, a interrupção da circulação pode causar desde danos pulmonares na região irrigada pela artéria acometida, em decorrência da falta de oxigênio, até mesmo morte súbita”.


Para a direção do hospital, a embolia pulmonar não guarda relação ao parto realizado pela equipe médica do hospital. O caso continua sob investigação da delegacia de Pederneiras. Até sexta-feira o delegado Richard Serrano não tinha recebido oficialmente o resultado da autópsia.

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