Entre as cidades de porte pequeno, Agudos (13 quilômetros de Bauru) ficou em 22º lugar no ranking das melhores cidades do Brasil, vencida por Congonhas (MG). O prêmio foi entregue pela Revista Istoé conforme levantamento da Austin Rating consultoria.
A melhor cidade de médio porte do Brasil em 2015 foi Itajaí (SC) e melhor cidade de grande porte do Brasil: Curitiba (PR). A pesquisa envolveu os 5.565 municípios brasileiros com base em mais de 500 indicadores, que foram agrupados em quatro pilares principais: fiscal, econômico, social e digital.
Os dados utilizados são de 2010, 2011 e 2012 da Secretaria do Tesouro Nacional e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O prefeito Everton Octaviani (PMDB) cita dois fatores que, influenciaram nos indicadores positivos: os investimentos da Ambev de R$ 1,3 bilhão na ampliação de sua unidade em 2011 e da Duratex de mais de R$ 500 milhões em 2012 de ampliação do parque fabril no município. “Essas ampliações aconteceram, porque os gerentes dessas unidades e responsáveis pelos projetos sentiram confiança e firmeza na administração do município”. Segundo ele, nos últimos anos também foram instaladas dezenas de empresas que geraram postos de trabalho e divisas à cidade.
Para o prefeito Everton Octaviani, este é um momento histórico para a cidade de Agudos. “Certamente é um indicador para atrair novos investimentos. Isso melhorou o autoestima da população num momento de crise econômica que o país atravessa”, conta.
No Orçamento de Agudos deste ano, por exemplo, a previsão é uma receita anual de R$ 40 milhões de ICMS. “O fator produzir bastante é importante, mas há outros 20 critérios”, cita.
O prefeito ressalta que a cidade ganhou novos postos de trabalhos nos últimos anos, como unidade da NP Paschoalottoque gera cerca de 800 empregos. “Após a prefeitura com 1.400 funcionários, a NP ‘briga’, no bom sentido, no número de postos de trabalho com a Duratex e a Ambev”.
Octaviani ressalta o bom desempenho do município pela capacidade de ampliação de receita. “O que é curioso que nunca aumentamos alíquota de impostos municipais. Pelo contrário, promovemos isenções em diversos casos”, declarou. O Imposto Predial Territorial Urbano (IPTU) não tem reajuste há 15 anos. Quem planta uma árvore na frente da residência tem direito a 5%, porém o prefeito pretende ainda este ano enviar novo projeto de lei à Câmara para ampliar o percentual para 10%. E esse fator de não reajustar impostos municipais já gerou apontamento pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE). As únicas alíquotas de impostos alta são de pedágio e dos bancos, de percentual de 5%.
Para compensar a perda de receita com algumas isenções, o prefeito prepara projeto de lei para elevar a alíquota de Imposto Sobre Serviços (ISS) de 2% para 5% dos serviços prestados por cartórios.
Pederneiras entre as 50
Pederneiras ficou entre as 50 melhores cidades do Brasil no ranking elaborado pela empresa Austin Ratings, mas a cidade consta em 31º lugar na categoria Indicadores Econômicos (quesito Comércio Exterior), em 42º na categoria Indicadores Econômicos (quesito Geral) e na 38ª posição na categoria Indicadores Fiscais (quesito Sustentabilidade Financeira).
Para o prefeito de Pederneiras Daniel Camargo (PSB), a premiação coloca definitivamente Pederneiras no rol de cidades mais sustentáveis e atrativas economicamente para o desenvolvimento empresarial do país. “É um orgulho receber uma homenagem que destaca e reconhece a força e a sustentabilidade econômica do nosso município. Ficar entre os 50 melhores municípios eleva Pederneiras cada vez mais ao rol de municípios com sustentabilidade financeira e com potencial para receber investimentos nas mais diversas áreas da economia”, diz.
É o segundo prêmio nacional que o município de Pederneiras recebe em menos de um mês. No início de setembro, Pederneiras se destacou e ficou em 3º lugar no Prêmio Brasil Sorridente, que elege nacionalmente ações e projetos que dão certo na área da saúde bucal.