Política

Obra do DAE fica mais barata que o previsto em contrato

Vinicius Lousada
| Tempo de leitura: 3 min

Assessoria Imprensa/DAE
Intervenção de mais de R$ 16 milhões vai retirar todo o esgoto do trecho urbano do Rio Bauru

Parece inacreditável, mas aconteceu: uma obra pública terminou mais barata do que o valor previsto em contrato. A façanha seu deu com a instalação de interceptores de esgoto às margens do córrego Água Comprida e do Rio Bauru, no trecho entre o Terminal Rodoviário e o viaduto Falcão-Bela Vista.

A previsão era de que a intervenção custasse R$ 16.758.474,00, mas ficará pelo menos R$ 164.264,75 mais em conta. Por enquanto, contudo, esse “saldo” pode chegar a R$ 296.748,87 mil.

Isso porque ainda está em análise pedido de reequilíbrio financeiro, no valor de R$ 132.484,12, por parte da Stemag, empresa contratada pelo DAE para executar os serviços.

A solicitação diz respeito ao recapeamento da avenida Nuno de Assis. O contrato, firmado em julho de 2014, determina que os dois sentidos da via recebam asfalto novo assim que todos os interceptores forem instalados, o que deve acontecer até o fim deste mês, segundo a diretora da Divisão de Planejamento da autarquia, Nucimar Paes.

Acontece que o custo dos itens necessários para a pavimentação disparou durante a obra. Por esse motivo, a empreiteira pede a utilização dos preços da tabela Sinap (editada pela Caixa Econômica Federal) de fevereiro de 2015 e não mais de julho de 2014.

A medida, ainda não autorizada pelo DAE, majorará em 20,86% as despesas com recape, projetadas inicialmente em R$ 635.055,69.

REPLANILHAMENTO

Mesmo se a autarquia acatar o pedido da Stemag, o valor da obra será menor do que o de contrato, de acordo com a engenheira Nucimar Paes, em função do replanilhamento de alguns serviços.

“São adequações, por meio de aditivos que alteram os quantitativos para maior ou menor”, conta a diretora do DAE.

Nas obras do Rio Bauru, houve quase um empate entre os itens excluídos e incluídos, restando “saldo” de R$ 13.880,50. “Diminuímos muito os cursos com substituição de solo. Por outro lado, tivemos que refazer algumas galerias por conta do nível das que já estavam instaladas porque trombariam com os interceptores”, explica.

Às margens do Córrego Água Comprida, os serviços de terraplanagem e transporte de solo também foram executados aquém do que o planejado. Com a menor necessidade, a redução de custo no local ultrapassou os R$ 282 mil. (Veja quadro abaixo)

ATRASO

Se por um lado a obra ficou mais barata, foi também alvo de grande atraso. A expectativa era de que todo o serviço, incluindo o recapeamento da Nuno de Assis, fosse concluído em oito meses, chegando ao fim de abril deste ano.

Como os trabalhos duraram mais de 12 meses, a Stemag chegou a pedir reajuste no valor do contrato, como prevê a Lei de Licitações. O DAE, no entanto, indeferiu a solicitação, pois entende que a responsabilidade pelos atrasos foi da empresa.

“Agora, faltam terminar algumas interligações, jogando o esgoto que caía no Rio Bauru para dentro dos interceptores. Acredito que 90% do serviço já foi feito. Tudo deve ficar pronto até o fim de setembro. Depois, vamos esperar só o recape da avenida Nuno de Assis”, avalia Nucimar Paes.

 

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