Esportes

Basquete: determinantes

Wagner Teodoro, enviado Especial a SP
| Tempo de leitura: 2 min

O péssimo início no duelo de ontem, quando chegou a estar perdendo por 12 pontos, e o mau desempenho nos rebotes, perdeu no fundamento por 46 a 25, foram determinantes para a derrota do Paschoalotto no segundo jogo da final.

Jogando atrás no placar durante toda a partida, o time teve de se desdobrar para chegar ao empate em mais de uma ocasião e o resultado foi o desgaste natural no momento decisivo do jogo. Diante de um time amplamente qualificado e com um revezamento de alto nível, o cansaço decretou a queda de rendimento físico.

O técnico Guerrinha analisa os detalhes da partida. “Como tivemos que fazer um rotação muito grande pela eficiência do elenco deles, causa desequilíbrio nos rebotes. Isso foi fundamental, mais decisivo do que a defesa deles”, explica Guerrinha. “Tivemos situações que o jogo estava equilibrado, perdíamos uma bola dividida e eles faziam de três. São várias bolas perdidas que eles recuperaram e fizeram. São muitos pontos de segunda chance”, aponta.

“Mas a maior diferença foram os primeiros cinco minutos de jogo. Eles entraram com um aproveitamento muito bom e nós não realizamos nada. Dez, 12 pontos para correr atrás é muita coisa”, entende. Guerrinha ressalta que, com um revezamento menor, os jogadores do Paschoalotto tiveram mais minutos de quadra. “Em começo de temporada, correr dois jogos intensos seguidos, você cai mesmo. O Ricardo chegou ao final do jogo arrasado. O melhor jogador deles, o Rudy Fernández, não jogou. Entrou o Maciulis, que é o melhor jogador europeu da Lituânia. Para ver o nível do time deles”, compara.


Jogou na subida
O ala Léo Meindl avalia que a derrota veio em detalhes. “Eles entraram focados em fazer as pequenas coisas direito e conseguiram um grande aproveitamento nos rebotes de ataque, além de conseguirem quase todos os rebotes de defesa. A gente acabou sofrendo com isso. Você faz boas defesas e perde rebotes, o time corre atrás e joga na subida”, exemplifica. O ritmo intenso durante os 40 minutos pelo adversário impôs seu preço. “Eles jogaram a partida no ritmo deles, tiveram mais paciência, corremos o jogo inteiro atrás e no final estávamos mais cansados”, conclui.

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