Regional

Polícia Civil apura confusão em escola de Lençóis Paulista

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 3 min

Divulgação
Valdéci Alves de Almeida alega que ela e o filho, de 17 anos, teriam sido agredidos por dois policiais militares nas dependências da Escola Estadual Rubens Pietraroia de Lençóis Paulista

Confusão ocorrida dentro da Escola Estadual Rubens Pietraroia, em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru), terminou na delegacia. A mãe de estudante de 17 anos diz que ela e o filho foram agredidos por dois policiais militares. A corporação nega a agressão em depoimento na delegacia. A direção da unidade alega que a mulher estava alterada e ofendeu verbalmente funcionários. A Polícia Civil irá instaurar inquérito e ouvir envolvidos para apurar a ocorrência.

O fato ocorreu na última terça-feira (29). A Diretoria Regional de Ensino de Bauru informou que a dona de casa Valdéci Alves de Almeida foi chamada na escola para tomar ciência de ato indisciplinar de seu filho e chegou à unidade “visivelmente alterada, agredindo verbalmente funcionários”. “Diante do ocorrido, a direção acionou a ronda escolar imediatamente”, conta. “Um boletim de ocorrência foi registrado e a polícia investiga o caso”.

Segundo Valdéci, no início do ano, seu filho, que cursa 1º ano do Ensino Médio, escreveu com giz na parede da unidade e foi punido pela direção. Desde então, ela diz que ele vem sendo perseguido. “A escola vem me chamando por motivos banais”, alega. A gota d’água, de acordo com a dona de casa, teria sido ameaça feita por educadora de falar sobre o ato de indisciplina para o chefe do adolescente, que trabalha em um supermercado.

No dia da confusão, ela afirma que foi novamente chamada pela direção, desta vez porque seu filho estaria em posse de um giz de cera. Valdéci confirma que acabou se descontrolando durante conversa com a diretora e ela acabou acionando a PM, que teria chegado em quatro viaturas. Segundo a mãe do aluno, ao se levantar da cadeira para rebater a ofensa de uma professora, um dos policiais militares a teria segurado e torcido seu braço.

Denúncia

Na sequência, ela diz que foi jogada no chão, algemada e colocada no compartimento de presos de uma viatura. “Aí eles foram para cima do meu filho. Pegaram meu filho, jogaram no chão, pisaram na cabeça dele. Ele está com o rosto todo ralado. Quebraram óculos dele, danificaram celular e jogaram ele também no camburão, algemado. Eles levaram a gente na delegacia e ficamos meia hora pelo menos lá fora, dentro da viatura”, denuncia.

Já dentro da unidade, Valdéci alega ter presenciado o filho levar um tapa no rosto de um dos PMs. “Se eles tratam assim uma cidadã como eu, que não tem ocorrência policial, e meu filho, que não tem problema com droga, imagina o que eles não fazem com uma pessoa suspeita de um crime”, indaga.

As investigações

O delegado Renzo Santi Barbin informou que requisitou exame de corpo de delito para os envolvidos e que irá ouvir todos para tentar apurar o que ocorreu. Segundo ele, a direção da escola e a PM dizem que a mulher teria se ferido intencionalmente.

O caso foi registrado como desacato, ameaça, resistência e lesão corporal. Valdéci comunicou o caso à Secretaria da Educação e ao comando da PM. O JC acionou a assessoria de imprensa da PM mas, até fechamento desta edição, a corporação não havia dado retorno.

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