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Cães "vão à missa" no domingo em homenagem a São Francisco

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 3 min

Aceituno Jr.
Frei Jorge Luiz Maoski, da Santo Antônio: “A bênção aos animais é tradicional da paróquia, que é dos franciscanos”

“Não te envergonhes se, às vezes, os animais estejam mais próximos de ti do que pessoas. Eles também são teus irmãos”. Essa frase de São Francisco de Assis, que é considerado o protetor dos animais, resume a sua filosofia quase que milenar. Inclusive, o santo será homenageado no próximo domingo (4) e, claro, os bichos de estimação participarão da celebração recebendo as bênçãos.

O município possui quatro comunidades ou capelas que levam o nome do padroeiro e aquela pertencente à paróquia Santo Antônio prepara uma programação intensa. Já no sábado (3), haverá a cerimônia em celebração à morte (os franciscanos celebram a morte como sinônimo de renascimento) de São Francisco, às 19h30, com a presença do bispo dom Caetano Ferrari. No domingo, os animais serão abençoados em frente à igreja, situada na rua Santo Antônio, 11-49, no Jardim Bela Vista. Em seguida, haverá missa festiva, às 19h30.

Entre sábado e domingo, a partir das 19h, a comunidade poderá desfrutar de quermesses. Essa iniciativa, contudo, não ocorrerá na paróquia, mas na capela São Francisco de Assis, pertencente a ela. A capela fica na rua Edith Meira Ribeiro, 1-55, na região do Alto Alegre. “A bênção aos animais é tradicional da paróquia, que é dos franciscanos”, acrescenta o frei Jorge Luiz Maoski, à frente da instituição há nove anos.

Outra paróquia que dedicará parte do domingo aos animais será a Sagrada Família, localizada na rua Luiz Bassoto, 4-25, na região do Jardim Marambá. Lá, os bichinhos serão abençoados pela primeira vez, graças à iniciativa do padre Gustavo Rubin da Mota, que defende a bandeira ambientalista. Os animais serão benzidos em frente à instituição, das 9h às 10h. Em seguida, haverá uma missa e, após a celebração, o pároco voltará a abençoar os animais até as 12h.

Fraternidade

O padre Gustavo destaca que São Francisco encarava toda e qualquer criação como uma grande fraternidade. “Ele decidiu se desapegar de todos os privilégios que tinha enquanto cavalheiro para seguir Jesus Cristo”, acrescenta. Inclusive, quando ele não conseguia pregar aos humanos, o santo o fazia aos pássaros. O padroeiro também chamava os animais, o sol, a lua, enfim, tudo o que pertencesse à natureza, de irmãos.

Diante disso, o Dia de São Francisco também é considerado o Dia da Ecologia, conforme determinação da Igreja Católica. O dia 4 de outubro é a data da morte do santo, ou melhor, do renascimento para a vida eterna. Tanto que os franciscanos têm o costume de festejar a morte do padroeiro. “Enfim, a ideia principal é viver em fraternidade com tudo e com todos”, finaliza o pároco.

Serviço

Além da capela pertencente à paróquia Santo Antônio, Bauru possui outras três comunidades que levam o nome de São Francisco. Uma delas pertence à paróquia São José de Anchieta e fica na rua Zoraide Ribeiro Busso, 1-64, no Jardim Chapadão. Outra está ligada à paróquia Nossa Senhora das Graças, localizada na rua Josefa Suniga Lopes, 4-48, no Parque City.

Por fim, existe a capela pertencente à paróquia Maria de Nazaré, que fica na rua Carlos Gomes Camargo, 2-82, no Núcleo Residencial Otávio Rasi. Mais informações acerca da programação dessas instituições para o Dia de São Francisco poderão ser obtidas através do telefone da Cúria Diocesana, que é o (14) 3879-8706.

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