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| “Marco Nó”, que está preso no Centro de Ressocialização (CR) de Lins, foi condenado por golpe praticado em 2012 em Jaú |
Marcos Antônio da Silva, conhecido como “Marco Nó”, foi condenado pela Justiça de Pirajuí (58 quilômetros de Bauru) por golpe aplicado em 2012 contra morador de Jaú, que resultou em prejuízo de R$ 12 mil. Desde março, ele está preso preventivamente no Centro de Ressocialização (CR) de Lins. Na ocasião, conforme divulgado pelo JC, foi detido quando cumpria último dia de pena no Centro de Progressão Penitenciária III (CPP III) de Bauru (leia abaixo).
Segundo as investigações conduzidas pela Polícia Civil de Pirajuí, em janeiro de 2012, “Marco Nó” comprou máquina de extração de fezes bovinas e emitiu quatro cheques, no total de R$ 12 mil, a um comerciante de Jaú, que retornaram por divergência de assinatura. O inquérito foi remetido ao Ministério Público (MP), que ofereceu denúncia contra ele.
Para decretar a prisão preventiva de “Marco Nó”, a Justiça levou em conta a existência de mais de 20 processos contra ele, quase todos por estelionato. Na decisão, o magistrado pontuou que “a prática reiterada do estelionato gerou revolta na comunidade local e, inclusive, descrédito das instituições responsáveis pela persecução penal, como o Poder Judiciário, o Ministério Público e as polícias Civil e Militar”.
Outro ponto que teria pesado na decisão foi o fato de o acusado ter praticado golpe enquanto cumpria pena pelo mesmo crime no regime aberto. Em razão disso, a Justiça determinou regressão para regime semiaberto. No dia 7 de fevereiro, policiais apreenderam na casa dele 76 folhas de cheque no total de R$ 173,8 mil e R$ 8,8 mil em dinheiro, além de cartões de crédito e notas fiscais em nome de terceiros.
O advogado do réu, Luis Gustavo de Britto, ingressou com pedido de liberdade provisória na Justiça de Pirajuí e Habeas Corpus no Tribunal de Justiça (TJ), mas eles foram negados. Na última terça-feira (29), “Marco Nó” foi condenado pela Justiça de Pirajuí a 1 ano e 4 meses de prisão em regime semiaberto e pagamento de 13 dias-multa. A Justiça negou a ele o direito de recorrer em liberdade.
O delegado titular de Pirajuí, César Ricardo do Nascimento, ressaltou que, com a divulgação da foto de “Marco Nó” pelo JC, outras vítimas procuraram a polícia. “Assim, foi possível esclarecer outros crimes de estelionato praticados por ele, que ainda estão em investigação”, diz. O advogado dele informou ontem que irá se reunir com seu cliente nos próximos dias para discutir quais medidas serão tomadas em relação à condenação.
Liberdade frustrada
O mandado de prisão preventiva contra “Marco Nó” foi cumprido no último dia 13 de março, quando ele deixava CPP III de Bauru (antigo IPA). Na ocasião, era o último dia de pena dele e familiares o aguardavam do lado de fora da unidade.
O filho dele, Alecio Garcia da Silva, suspeito de participar com o pai do golpe em Jaú, também acabou preso. Os dois foram levados ao Centro de Detenção Provisória (CDP). No início de abril, Alecio teve a prisão revogada e medidas cautelares foram aplicadas pela Justiça.
