Todos, usualmente, recebem informações sobre a carga tributária de produtos e no cálculo reportado adicionam-se todos os impostos sobre produtos. Por exemplo, as cargas efetivas de impostos sobre alguns produtos incluem o dado entre parênteses, como podemos observar nos seguintes itens: vinho 120,9% (54,73%), absorvente higiênico 52,6% (34,48), luz 88,8% (47,08%), telefonia 92,2% (47,87%), micro-ondas 146,1% (59,37), auto Toyota Corolla 2.0 67,8% (40,74%), entre outros.
Nos Estados Unidos não existem impostos sobre vendas, exceto para o consumidor final, que, geralmente, é de 8% a 9%. Na Europa existe o VAT (imposto sobre valor adicionado). Aprimoramos o VAT no Brasil e, com isso, temos quatro tipos: o ICMS (18%), o IPI (10%), o COFINS (7,6%) e o PIS (1,65%). Nos últimos 20 anos, todos os países que entraram em recessão adotaram políticas de redução de impostos, juros negativos em relação à inflação do país, e liberação de recursos para obras de infraestrutura.
A carga tributária atual sobre PIB do Brasil é de 35,4%, com base em 2014. Enquanto no Chile é de 18,6%, China é 17%, Estados Unidos é 26,9%, Zâmbia é 16,1 e de 39% no Reino Unido. Sendo que neste último há a contraprestação de serviços públicos de qualidade para todos. A carga tributária no Brasil sobre o PIB era de 20,01% em 1988, 26,65% em 1998, 34,10% em 2008 e de 35,42% em 2014. Na maior parte do mundo os governos estão encolhendo, propiciando mais recursos para a sociedade, investimentos e geração de empregos.
Porém, a eventual volta de CPMF estimula efetivamente a depressão da economia e mais desempregos. Muito terrorismo está sendo discutido e divulgado nos meios de comunicações, assustando e trazendo insegurança a todos os contribuintes. Essa insegurança gera retração de consumo, investimentos, gastos, entre outros, sendo desemprego o único que apresenta aumento. Finalizando, custos são como unhas. Crescem continuamente. A maioria, exceto o governo, principalmente o federal, faz enxugamentos contínuos.
O autor é contador, diretor executivo da ANEFAC. Conselheiro independente de empresas.