Polícia

Muro de arrimo desaba sobre casa no Jardim Flórida

Lilian Grasiela
| Tempo de leitura: 2 min

Quioshi Goto
Casa no Jd. Flórida foi interditada após ser atingida pela queda do muro

Nesse sábado (3) de madrugada, a queda de um muro de arrimo sobre uma casa localizada na quadra 2 da rua Francisco Maiolo, no Jardim Flórida, quase se transformou em tragédia. Restos de entulho e terra invadiram o imóvel e destruíram móveis e objetos pessoais. Por sorte, os moradores não estavam no local. Em razão dos danos, Defesa Civil e Corpo de Bombeiros interditaram a residência.

A cozinha da casa foi o único local que ficou intacto. Com medo de perder o pouco que restou para os ladrões, o morador José Carlos Celestino colocou o colchão no chão do cômodo, que passará a ser sua moradia a partir de agora. Ele revela que havia saído do imóvel momentos antes do desabamento, por volta das 5h30. A filha dele, de 20 anos, também não estava no local.

O coordenador da Defesa Civil de Bauru, Álvaro de Brito, explica que as chuvas dos últimos dias podem ter contribuído para a queda. “Houve movimentação de terra no terreno de cima. Parece que o cara fez muro de arrimo, mas ele foi mal dimensionado, não suportou aquele volume de terra e acabou estourando em cima da casa de baixo”, conta.

Além disso, segundo Brito, testemunhas contaram que um trator que trabalhava na obra teria esbarrado recentemente na lateral do muro, o que pode ter desestabilizado a estrutura. “Por sorte, não aconteceu uma coisa mais grave”, declara. “Se o pessoal estivesse dormindo no momento, morreria todo mundo”.

Além dos danos na residência de Celestino, o coordenador da Defesa Civil diz que uma casa vizinha também teve muro afetado. Pelo fato de ter o quintal maior, o entulho e terra não chegaram a atingir a moradia. “Mas ali tem uma tendência de agravamento. Se continuar chovendo, pode afetar a outra casa ao lado também”, afirma.

Alerta

Brito faz um alerta para que as pessoas procurem orientação de um profissional quando forem construir muros de arrimo.

“Não dá para o pedreiro achar que é só juntar um ferrinhos e colocar o concreto que vai segurar. Tudo tem que ser muito bem calculado para suportar o peso do aterro”, ressalta.

“O pessoal faz muita coisa empiricamente, mas não é assim. Qualquer variação que der, qualquer chuva, um formigueiro que possa puxar água, uma raiz de uma árvore, tudo isso, num período chuvoso desse, pode ser um condutor de água e acabar desestabilizando todo o aterro”.

 

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