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| Padre Gustavo Mota dá a bênção ao cachorro Kiko levado pelo dono Francisco Esmar Batista |
Cães, gatos, jabutis e até calopsitas foram receber nesse domingo (4) as bênçãos de São Francisco de Assis na data em que se comemora o Dia Nacional do Cachorro, Dia Internacional dos Animais e o Dia do Padroeiro Protetor, na Paróquia da Sagrada Família no Jardim Marambá. A manifestação da igreja reflete a preocupação com aqueles que são tidos como parte da família e merecem respeito e responsabilidade.
Para Fátima Tereza Pisceli Pescarolo, o cão é um membro da família. “Minha filha ganhou o Dione quando estudava em Marília. Ele ficou só três dias lá, ela morava em uma quitinete. Hoje, minha filha mora fora e em casa somos eu, meu marido e o Dione. Ele só falta falar. Faz muita companhia. É muito dócil.”
Ela diz que toda vez que o cão fica adoentado ela pede a intercessão de São Francisco de Assis. “Eu vi no Jornal da Cidade que ia ter a bênção e trouxe ele para protegê-lo. Agradeço todos os dias a presença dele em casa.” Dalvina Zequin Cemolim são as calopsitas que fazem parte da família. “Eu sou devota de São Francisco de Assis e acredito que a bênção poderá protegê-los de doenças e qualquer mal que os ameace.”
O padre Gustavo Rubim da Mota, que deu a bênção aos animais, enfatiza que a ação é para destacar a comunhão que temos com tudo.“Responsabilidade com tudo, preocupado com o meio ambiente. A consciência que cada vez mais precisa crescer na humanidade. Que estamos neste mundo e precisamos cuidar de nossa casa. Essa manifestação das bênçãos aos animais pela intercessão de São Francisco reflete a fraternidade.”
O religioso ressalta que os animais fazem parte da criação divina. “Com certeza nós temos que resgatar sempre a fraternidade, porque todos somos criados por Deus”, disse entre os latidos dos cães que aguardavam a bênção.
Jabutis e o peixe
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| Guilherme de Lima Cruz levou dois jabutis para ser abençoado |
Guilherme de Lima Cruz tem sete anos e três animais, dois filhotes de jabutis e um peixe. Questionado sobre o porquê de ter levado os jabutis para receber a bênção ele foi enfático: “Porque os amo. Não deu para trazer o peixe”, lamentou. Daniel Bento dos Santos levou a pequena Sofia de quatro anos para ser benzida. “Ela acalma e fica protegida.”
Francisco Esmar Batista levou o Kiko, de 11 anos. “Faço parte da comunidade e trouxe meu cão pela primeira vez para receber as bênçãos. Se faz bem para o ser humano, vai fazer bem para ele também.”
Silvania Cesário de Oliveira teve pensamento semelhante e levou a Cindy. “Ela faz parte da família. Quando fica doente eu faço orações pela melhora dela. São Francisco é protetor dos animais e a bênção com certeza, faz bem.”
História de São Francisco de Assis vai muito além
São Francisco de Assis foi um homem que fez uma experiência de Deus no início do milênio, tem mais de 800 anos e sua história foi marcada pelo despojamento pela vivência da pobreza humildade e a radicalidade de viver a vida como Jesus Cristo, conta o padre Gustavo Mota.
“Tanto que ele desapegou de todos os bens e foi viver com os irmãos mais pobres. Essa opção se estendeu a todo o universo, porque ele contém uma fraternidade em sua teologia com todos os seres, tanto que ele chama os animais de irmãos.”
O episódio que tornou o santo protetor dos animais e marcou a vida de São Francisco de Assis aconteceu em Gubbio, cidade na Úmbria (Itália). “Tem muitas outras histórias dele com animais, mas essa foi a mais marcante. Um lobo feroz ameaçava uma cidade e ele foi conversar com o animal. Ele chamou o lobo de irmão e ele se sentiu acolhido. Percebeu que São Francisco tinha ternura em suas palavras, se sentiu cativado.”
O animal foi com o santo para sua casa e recebendo carinho e alimento nunca mais atacou ninguém. “Ele tinha muita sensibilidade com as criações de Deus. O lobo morreu de velho e amigo de todos os moradores.”
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