O dia a dia dos moradores de uma casa localizada na quadra 13 da rua Braz Di Flora, no Parque Viaduto, está sendo marcado pelo medo. A estrutura do imóvel foi abalada pela forte chuva que atingiu a cidade no último dia 25 e, desde então, a família teme que a moradia desabe.
No local, vivem João Roberto da Silva, 49 anos, que luta há três anos contra um câncer na garganta, a sua esposa Rosimeire Alves, 41, que é soropositiva, o filho do casal, o estudante João Vitor Alves da Silva, 11, e o neto Deryck Gabriel Alves da Silva dos Santos, de apenas dois anos.
Afastado do trabalho em razão da doença, João explica que estava recebendo auxílio-doença do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) mas, em razão da greve dos funcionários do órgão, o benefício não foi pago por dois meses. “Eu fiz perícia e, agora, preciso ir no banco para ver quando vai cair o dinheiro”, conta.
Nesse período, além das contas em atraso, a família ficou sem dinheiro até para comprar comida, além de fralda e leite para o bebê, e só conseguiu se manter graças a doações de vizinhos, que fizeram vaquinha para pagar água e energia e comprar alimentos. A chuva do fim de setembro contribuiu para agravar a situação.
“No dia da chuva, molhou tudo. Tinha uma goteira enorme em cima da minha cama e eu tive que me deitar no chão”, revela o morador. Segundo a esposa dele, as paredes começaram a balançar e uma rachadura enorme se abriu em uma delas. “Agora, toda vez que chove, eu fico lá fora com medo de cair tudo”, diz.
De acordo com Rosimeire, seu marido faz quimioterapia no Hospital Estadual (HE) mas, por não estar se alimentando corretamente, não pôde fazer a última sessão. “O médico disse que ele estava muito fraco e poderia morrer”, declara. Ela conta ainda que seu neto só toma leite quando ela ganha uma caixinha de alguém.
Além de madeira para construir uma nova casa, a família pede doação de alimentos, cobertores, roupas e sapatos para o menino e o bebê, leite de vaca e fraldas. Os interessados em ajudar os moradores podem procurá-los na rua Braz Di Flora, 13-53, no Parque Viaduto, ou telefonar para o (14) 99608-5871 (João).